Do que trata o tópico
Este tópico trata das classes de palavras e da formação das palavras. A apostila mostra como reconhecer cada classe na frase e quais usos a norma culta aceita. Cada parte traz um passo a passo e questões no estilo da prova.
Conteúdo
Formação e estrutura das palavras
O radical traz o sentido básico (feliz, em infeliz). O prefixo vem antes do radical, o sufixo vem depois, e a desinência marca gênero, número, tempo ou pessoa.
Na derivação prefixal, entra um prefixo (desleal). Na derivação sufixal, entra um sufixo (lealdade). Na derivação prefixal e sufixal, as duas formas parciais existem (infeliz e felizmente dão infelizmente).
Na derivação parassintética, o prefixo e o sufixo entram juntos, e nenhuma forma parcial existe (entardecer). Na derivação regressiva, a palavra perde uma parte (o combate, de combater). Na derivação imprópria, a palavra só muda de classe (o jantar).
A composição junta dois radicais. Na justaposição, as palavras ficam inteiras (passatempo). Na aglutinação, uma delas perde som ou letra (planalto, de plano e alto).
- CertoInfelizmente é derivação prefixal e sufixal.existem infeliz e felizmente
- CertoEntardecer é derivação parassintética.não existem entarde nem tardecer
- CertoO combate é derivação regressiva.vem do verbo combater
- CertoPlanalto é composição por aglutinação.plano perdeu o o final
- ErradoEntristecer é derivação prefixal e sufixal.não existem entriste nem tristecer
- ErradoPontapé é composição por aglutinação.ponta e pé ficam inteiras: é justaposição
- Veja se a questão pede a estrutura (radical, prefixo, sufixo) ou o processo de formação.
- Com prefixo e sufixo, teste as formas parciais: as duas existem, prefixal e sufixal; nenhuma existe, parassintética.
- Se a palavra ficou menor, é regressiva; se só mudou de classe, é imprópria.
- Com dois radicais, veja se algum perdeu som: justaposição ou aglutinação.
Julgue a afirmação. A palavra "enriquecer" é formada por derivação prefixal e sufixal.
- Passo 1 do roteiro: a questão pede o processo. O radical é rico, com o prefixo en e o sufixo ecer.
- Passo 2 do roteiro: não existem enrico nem riquecer. A derivação é parassintética.
Resultado: errado.
Assinale a alternativa com palavra formada por derivação regressiva.
- A) desleal
- B) a pesca
- C) embarcar
- D) girassol
- E) o jantar
- Passo 3 do roteiro: a pesca vem de pescar e ficou menor. É regressiva.
Resultado: alternativa B. A alternativa E é a mais tentadora: o jantar vem de verbo, mas só mudou de classe.
Como a banca cobra: a banca troca parassintética por prefixal e sufixal.
Artigo
O artigo vem antes do substantivo. Os definidos são o, a, os, as; os indefinidos são um, uma, uns, umas. O artigo transforma qualquer palavra em substantivo (o não do chefe).
O artigo muda o sentido de todo. "Todo o país" é o país inteiro, e "todo país" é qualquer país.
A palavra um é numeral quando indica quantidade em oposição a outro número. Sem essa oposição, ela é artigo indefinido.
- CertoO não do diretor encerrou a reunião.não vira substantivo
- CertoTodo o setor parou.o setor inteiro
- CertoTodo servidor tem direito a férias.qualquer servidor
- CertoO setor pediu dois analistas, mas recebeu um analista.um é numeral: opõe-se a dois
- ErradoTodo o servidor tem direito a férias.com o sentido de qualquer, o artigo sai
- ErradoEm "Um servidor ligou cedo", um é numeral.não há oposição a outro número
- Ache a palavra apontada e veja se ela vem antes de um substantivo ou transforma outra palavra em substantivo.
- Se a palavra é um ou uma, procure oposição a outro número: com oposição, é numeral.
- Com todo, decida o sentido: inteiro pede artigo; qualquer dispensa o artigo.
Julgue a afirmação. Em "O sim da comissão saiu ontem", a palavra o transforma o advérbio sim em substantivo.
- Passo 1 do roteiro: o vem antes de sim, que é advérbio. Com o artigo, sim nomeia uma resposta.
Resultado: certo.
Assinale a alternativa em que a palavra um é numeral.
- A) Um técnico chegou cedo.
- B) Recebi um ofício estranho.
- C) O órgão pediu dois fiscais, mas recebeu um.
- D) Havia um clima tenso na sala.
- E) Um dia, a fila acaba.
- Passo 2 do roteiro: em C, um se opõe a dois e indica quantidade.
Resultado: alternativa C. A alternativa A é a mais tentadora, porque parece contagem, mas nada se opõe a ela.
Como a banca cobra: a banca pede a classe de um em frases parecidas.
Substantivo
O substantivo dá nome aos seres, às coisas, às ações e aos sentimentos. Ele é próprio ou comum, concreto ou abstrato. O coletivo nomeia um grupo (arquipélago).
O comum de dois gêneros muda só o artigo (o estudante, a estudante). O sobrecomum tem um gênero para os dois sexos (a testemunha, o cônjuge). O epiceno nomeia animal (a cobra macho).
Alguns substantivos mudam de sentido com o gênero: o capital (dinheiro) e a capital (cidade). No plural, as palavras em ão têm três formas: cidadãos, pães e alemães. No composto, o elemento invariável fica igual (guarda-chuvas, abaixo-assinados).
- CertoA testemunha chegou cedo.sobrecomum: vale para homem e mulher
- CertoO estudante e a estudante fizeram a prova.comum de dois gêneros
- CertoOs cidadãos votaram cedo.plural de cidadão
- CertoOs abaixo-assinados chegaram.abaixo não varia
- ErradoOs cidadões votaram cedo.o plural é cidadãos
- ErradoO testemunha chegou cedo.testemunha é sempre feminina
- Veja se a questão cobra classificação, gênero ou número.
- Para gênero, pergunte se a palavra muda de forma, muda só o artigo ou não muda nada.
- Para número, confira o plural em ão e o elemento que varia no composto.
Julgue a afirmação. A palavra cônjuge é substantivo sobrecomum.
- Passo 2 do roteiro: dizemos "o cônjuge" para homem e para mulher. A palavra não muda de forma nem de artigo.
Resultado: certo.
Assinale a alternativa com o plural correto.
- A) cidadões
- B) guarda-chuvas
- C) abaixos-assinados
- D) cartãos
- E) pãos
- Passo 3 do roteiro: guarda é verbo e não varia; chuva varia.
Resultado: alternativa B. A alternativa A é a mais tentadora, porque muitas palavras em ão fazem o plural em ões.
Como a banca cobra: a banca pede o plural de palavras em ão e de compostos.
Adjetivo
O adjetivo caracteriza o substantivo e concorda com ele. A locução adjetiva tem preposição e faz o papel de adjetivo (amor de mãe, amor materno). Em "o servidor velho", velho é adjetivo; em "o velho chegou", é substantivo.
O comparativo compara dois seres (mais alto que). O superlativo absoluto sintético usa sufixo (facílimo, paupérrimo). Os comparativos de bom e mau são melhor e pior.
A forma "mais bom" só é certa quando compara duas qualidades do mesmo ser. No adjetivo composto, só o último elemento varia (acordos luso-brasileiros).
- CertoO turno vespertino começa às 13 horas.vespertino: da tarde
- CertoA prova foi facílima.superlativo absoluto sintético
- CertoO servidor é mais bom que severo.duas qualidades do mesmo ser
- CertoOs acordos luso-brasileiros foram assinados.só o último elemento varia
- ErradoO novo sistema é mais bom que o antigo.compara dois seres: use melhor
- ErradoOs acordos lusos-brasileiros foram assinados.o primeiro elemento não varia
- Veja se a palavra caracteriza um substantivo ou nomeia um ser.
- Se a expressão tem preposição e caracteriza, troque por um adjetivo de mesmo sentido.
- Para grau, veja se há comparação entre dois seres ou intensidade com sufixo.
Julgue a afirmação. Na frase "A sessão foi longuíssima", o adjetivo está no grau superlativo absoluto sintético.
- Passo 1 do roteiro: longuíssima caracteriza sessão.
- Passo 3 do roteiro: não há comparação. Há intensidade marcada pelo sufixo.
Resultado: certo.
Assinale a alternativa em que a locução adjetiva corresponde ao adjetivo indicado.
- A) água de chuva: fluvial
- B) água de rio: pluvial
- C) turno da tarde: vespertino
- D) aviso de boca: auricular
- E) zona de cidade: rural
- Passo 2 do roteiro: chuva dá pluvial, rio dá fluvial, boca dá oral, cidade dá urbana e tarde dá vespertino.
Resultado: alternativa C. A alternativa A é a mais tentadora, porque fluvial e pluvial são quase iguais.
Como a banca cobra: a banca pede o adjetivo que substitui uma locução.
Numeral
O cardinal conta (dois). O ordinal ordena (segundo), o multiplicativo multiplica (dobro) e o fracionário divide (metade).
Para séculos, papas e reis, a leitura usa o ordinal até o décimo e o cardinal depois dele. Assim, Pio X lê-se Pio décimo, e o século XXI lê-se século vinte e um. O primeiro dia do mês lê-se primeiro.
- CertoO século XI começou no ano 1001.lê-se século onze
- CertoPio X foi papa.lê-se Pio décimo
- CertoA reunião é em 1º de maio.lê-se primeiro de maio
- CertoO prazo agora é o dobro do anterior.dobro é multiplicativo
- ErradoJoão Paulo II lê-se João Paulo dois.até décimo, lê-se o ordinal: segundo
- ErradoMetade é numeral multiplicativo.metade divide: é fracionário
- Veja se a questão pede a leitura do número ou o tipo do numeral.
- Para século, papa ou rei, use o ordinal até o décimo e o cardinal depois.
- Para o tipo, pergunte se o número conta, ordena, multiplica ou divide.
Julgue a afirmação. Em "Leão X assinou o documento", o nome lê-se Leão dez.
- Passo 2 do roteiro: X vale dez. Até o décimo, a leitura usa o ordinal: Leão décimo.
Resultado: errado.
Assinale a alternativa correta.
- A) Século XI lê-se século onze.
- B) Pio II lê-se Pio dois.
- C) 1º de maio lê-se um de maio.
- D) Triplo é numeral fracionário.
- E) Décimo é numeral cardinal.
- Passo 2 do roteiro: XI passa do décimo, então a leitura usa o cardinal. Pio II lê-se Pio segundo, e 1º lê-se primeiro.
- Passo 3 do roteiro: triplo multiplica e décimo ordena.
Resultado: alternativa A. A alternativa B é a mais tentadora, porque a leitura com cardinal é comum na fala.
Como a banca cobra: a banca pede a leitura de séculos e de nomes de papas.
Advérbio
O advérbio modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio. Ele indica tempo, lugar, modo, intensidade, negação, afirmação ou dúvida. O advérbio é invariável.
Meio, com sentido de um pouco, é advérbio e não varia (ela ficou meio cansada); antes de substantivo, varia (meia hora). Bastante junto ao verbo não varia; junto ao substantivo, varia (bastantes processos).
Só, com sentido de somente, é advérbio e não varia. Com sentido de sozinho, é adjetivo e varia (eles ficaram sós).
- CertoA analista ficou meio preocupada.meio é advérbio: um pouco
- CertoA reunião durou meia hora.meia concorda com hora
- CertoOs técnicos trabalharam bastante.bastante modifica o verbo
- CertoOs candidatos ficaram sós na sala.sós: sozinhos
- ErradoA analista ficou meia preocupada.meio modifica adjetivo e não varia
- ErradoOs técnicos trabalharam bastantes.bastante modifica o verbo e não varia
- Ache a palavra que a questão aponta e a palavra que ela modifica.
- Se ela modifica verbo, adjetivo ou advérbio, é advérbio e não varia.
- Se ela acompanha um substantivo, ela varia com ele.
Julgue a afirmação. A frase "A diretora estava meia apreensiva" está correta, porque meia concorda com diretora.
- Passo 1 do roteiro: meia modifica apreensiva, que é adjetivo.
- Passo 2 do roteiro: a palavra é advérbio e não varia: meio apreensiva.
Resultado: errado.
Assinale a alternativa em que a palavra bastante é advérbio.
- A) Há bastantes vagas abertas.
- B) Os fiscais estudaram bastante.
- C) Bastantes servidores faltaram.
- D) Recebemos bastantes pedidos.
- E) Faltaram bastantes cadeiras.
- Passo 1 do roteiro: em B, bastante modifica estudaram. Nas outras, acompanha um substantivo.
- Passo 2 do roteiro: em B, a palavra é advérbio de intensidade.
Resultado: alternativa B. A alternativa A é a mais tentadora, porque há ideia de intensidade, mas bastantes acompanha vagas.
Como a banca cobra: a banca escreve meia antes de adjetivo e bastantes junto de verbo.
Preposição
A preposição liga duas palavras, e a segunda passa a depender da primeira. Ela é invariável. As mais usadas são a, de, em, para, por, com e sem.
Palavras de outras classes também funcionam como preposição: conforme, segundo, durante, exceto, salvo. Na combinação com o artigo, nada se perde (ao). Na contração, há perda de som (do, na, à).
A diferença entre preposição e conjunção é a mais cobrada. A preposição introduz um termo ou um verbo no infinitivo (para entregar). A conjunção introduz oração com verbo conjugado (para que entregue).
- CertoO servidor chegou após a reunião.após liga chegou a reunião
- CertoOs prazos seguem conforme o edital.conforme introduz termo
- CertoConforme o edital determina, o prazo é curto.conforme é conjunção: há verbo
- CertoEle estudou para que passasse.para que é conjunção: verbo conjugado
- ErradoEm "Ele estudou para passar", para é conjunção.o verbo está no infinitivo
- ErradoEm "do setor", há combinação.de + o perde som: é contração
- Ache a palavra que liga os termos e veja o que vem depois dela.
- Se vem um nome ou um verbo no infinitivo, a palavra é preposição.
- Se vem uma oração com verbo conjugado, a palavra é conjunção.
Julgue a afirmação. Em "Durante a sessão, o juiz falou pouco", durante é preposição.
- Passo 1 do roteiro: depois de durante vem o nome a sessão.
- Passo 2 do roteiro: não há verbo. A palavra é preposição.
Resultado: certo.
Assinale a alternativa em que a palavra segundo é preposição.
- A) Segundo o técnico informou, o sistema voltou.
- B) O segundo candidato desistiu.
- C) Segundo a norma interna, o prazo é de cinco dias.
- D) Espere um segundo, por favor.
- E) Segundo os fiscais disseram, a obra parou.
- Passo 1 do roteiro: em B, segundo é numeral; em D, é substantivo.
- Passo 2 do roteiro: em C, depois de segundo vem só o nome a norma interna.
- Passo 3 do roteiro: em A e E, vem oração com verbo conjugado. Ali segundo é conjunção.
Resultado: alternativa C. A alternativa A é a mais tentadora, porque o sentido é o mesmo de C, mas há verbo conjugado.
Como a banca cobra: a banca usa a mesma palavra como preposição e como conjunção em alternativas próximas.
Conjunção
A conjunção liga orações ou termos de mesma função. As coordenativas ligam orações independentes. As subordinativas ligam uma oração que depende de outra.
As coordenativas são aditivas (e, nem), adversativas (mas, porém, contudo, entretanto), alternativas (ou), conclusivas (logo, portanto, por isso) e explicativas (pois, porque). A palavra pois é explicativa antes do verbo e conclusiva depois do verbo, entre vírgulas.
As subordinativas mais cobradas são causais (porque, como, já que), concessivas (embora, ainda que), condicionais (se, caso), temporais (quando, assim que), finais (para que) e conformativas (conforme, segundo). A concessiva admite um fato que não impede o outro.
- CertoO prazo é curto; contudo, a equipe entregará o relatório.contudo = mas
- CertoEmbora o prazo seja curto, a equipe entregará o relatório.concessão
- CertoEle foi aprovado, pois estudou muito.pois antes do verbo: explicação
- CertoEle estudou muito; foi, pois, aprovado.pois depois do verbo: conclusão
- ErradoPorque o prazo seja curto, a equipe entregará o relatório.a ideia é concessão: use embora
- ErradoEle estudou muito; porém, foi aprovado.não há oposição: use portanto
- Ache a conjunção e leia as duas orações que ela liga.
- Diga a relação entre elas: soma, oposição, conclusão, causa, concessão, condição, tempo ou finalidade.
- Para trocar a conjunção, escolha outra do mesmo grupo de sentido.
- Confira o modo do verbo: embora, caso e para que pedem subjuntivo.
Julgue a afirmação. Em "Embora o sistema seja novo, os erros continuam", a troca de embora por porque mantém o sentido.
- Passo 2 do roteiro: o sistema novo não impede os erros. A relação é de concessão.
- Passo 3 do roteiro: porque indica causa, de outro grupo. O sentido muda.
Resultado: errado.
No período "A demanda cresceu; por isso, o órgão abriu novas vagas", a expressão por isso pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por:
- A) contudo
- B) portanto
- C) porque
- D) embora
- E) entretanto
- Passo 2 do roteiro: a abertura de vagas é a conclusão do aumento da demanda.
- Passo 3 do roteiro: portanto é conclusiva. Contudo e entretanto são adversativas, e embora é concessiva.
- Passo 4 do roteiro: com portanto, o verbo fica no indicativo, como no original.
Resultado: alternativa B. A alternativa C é a mais tentadora: porque trata de causa e efeito, mas inverte a ordem da relação.
Como a banca cobra: a banca pede a troca de uma conjunção por outra sem mudança de sentido.
Interjeição
A interjeição exprime emoção, apelo ou chamamento. Ela forma sozinha uma frase (Oba!, Psiu!, Ufa!). A locução interjetiva tem mais de uma palavra (Ai de mim!).
A classe depende do uso: em "Silêncio!", o substantivo funciona como interjeição. Não confunda a interjeição ah com o verbo haver: para tempo passado, a forma é há.
- CertoUfa! O sistema voltou.alívio
- CertoPsiu! A sessão começou.pedido de silêncio
- CertoAi de mim! Perdi o prazo.locução interjetiva
- CertoHá dois dias o sistema caiu.tempo passado: verbo haver
- ErradoAh dois dias o sistema caiu.tempo passado pede há
- ErradoEm "Psiu!", a palavra é verbo.psiu é interjeição
- Veja se a palavra exprime emoção ou apelo e forma sozinha uma frase.
- Se sim, ela funciona como interjeição, qualquer que seja a classe de origem.
- Diga a emoção: alegria, alívio, dor, espanto ou pedido de silêncio.
Julgue a afirmação. Em "Atenção! O prazo termina hoje", a palavra atenção funciona como interjeição.
- Passo 1 do roteiro: atenção forma sozinha uma frase e faz um apelo.
- Passo 2 do roteiro: a palavra é substantivo de origem, mas funciona como interjeição.
Resultado: certo.
Na frase "Ufa! Terminamos o relatório", a interjeição exprime:
- A) dor
- B) alívio
- C) espanto
- D) pedido de silêncio
- E) chamamento
- Passo 3 do roteiro: o fim do relatório traz alívio.
Resultado: alternativa B. A alternativa C é a mais tentadora, porque a exclamação também marca espanto.
Como a banca cobra: a banca pede a emoção que a interjeição exprime.
Pronomes pessoais
Os pronomes retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) fazem o papel de sujeito. Os oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos) fazem o papel de complemento. Os oblíquos tônicos (mim, ti, si) vêm depois de preposição.
O pronome o completa verbo sem preposição, e o pronome lhe completa verbo com preposição. O pronome reto não faz o papel de objeto: "vi ele" não é norma culta.
Antes de infinitivo que tem sujeito, usa-se eu (para eu fazer). Depois de preposição sem verbo, usa-se mim (entre mim e você). Depois de verbo em r, s ou z, o pronome vira lo (entregá-lo); depois de som nasal, vira no (entregaram-no).
- CertoO chefe pediu para eu revisar o texto.eu é sujeito de revisar
- CertoO texto ficou entre mim e você.preposição sem verbo depois
- CertoEu o vi no setor ontem.ver pede objeto direto
- CertoVou entregá-lo amanhã.verbo em r: lo
- ErradoO texto é para mim revisar.mim não é sujeito: use eu
- ErradoEu lhe vi no setor ontem.ver pede objeto direto: o
- Ache o pronome e diga a função dele: sujeito ou complemento.
- Se é sujeito, inclusive de infinitivo, use o pronome reto.
- Se é complemento, veja se o verbo pede preposição: sem preposição, o; com preposição, lhe.
- Depois de preposição sem verbo, use o oblíquo tônico.
Julgue a afirmação. A frase "Este processo é para mim analisar" segue a norma culta.
- Passo 1 do roteiro: o pronome é sujeito de analisar.
- Passo 2 do roteiro: sujeito pede pronome reto: "para eu analisar".
Resultado: errado.
Assinale a alternativa de acordo com a norma culta.
- A) Encontrei ele no corredor.
- B) Isto é para mim fazer.
- C) O diretor convidou-o para a reunião.
- D) Entre eu e você não há conflito.
- E) Eu lhe conheço há anos.
- Passo 3 do roteiro: convidar, encontrar e conhecer pedem objeto direto. A forma certa é o, como em C.
- Passos 2 e 4 do roteiro: B pede eu, e D pede mim.
Resultado: alternativa C. A alternativa E é a mais tentadora, porque lhe parece formal, mas conhecer não pede preposição.
Como a banca cobra: a banca troca o por lhe e coloca mim como sujeito de infinitivo.
Pronomes de tratamento
Os pronomes de tratamento se dirigem a uma pessoa de forma cerimoniosa. Os mais cobrados são Vossa Excelência (altas autoridades), Vossa Senhoria (autoridades em geral) e Vossa Magnificência (reitor).
Usa-se Vossa quando se fala com a pessoa e Sua quando se fala da pessoa. O verbo e o possessivo vão para a terceira pessoa (sabe, seu). O adjetivo concorda com o sexo da pessoa.
- CertoVossa Excelência sabe que seu pedido foi aceito.terceira pessoa
- CertoSua Excelência, o ministro, chegou.fala da pessoa
- CertoVossa Excelência está satisfeito com o parecer?masculino para homem
- CertoPeço a Vossa Senhoria que envie seu parecer.possessivo seu
- ErradoVossa Senhoria deve enviar vosso parecer.o possessivo vai para a terceira pessoa: seu
- ErradoVossa Excelência sabeis do prazo.o verbo vai para a terceira pessoa: sabe
- Ache o pronome de tratamento e veja se a frase fala com a pessoa ou da pessoa.
- Com a pessoa, use Vossa; sobre a pessoa, use Sua.
- Ponha o verbo e o possessivo na terceira pessoa.
Julgue a afirmação. Na frase "Vossa Excelência deve assinar vosso termo", o possessivo segue a norma culta.
- Passo 3 do roteiro: o possessivo vai para a terceira pessoa. A forma certa é seu termo.
Resultado: errado.
Assinale a alternativa que completa a frase de acordo com a norma culta: "Informo a Vossa Excelência que ___ pedido foi aceito e que ___ presença é aguardada."
- A) vosso / vossa
- B) seu / sua
- C) teu / tua
- D) vosso / sua
- E) seu / vossa
- Passo 3 do roteiro: os possessivos vão para a terceira pessoa: seu e sua.
Resultado: alternativa B. A alternativa A é a mais tentadora, porque Vossa parece pedir vosso.
Como a banca cobra: a banca mistura Vossa com vosso ou com verbo na segunda pessoa.
Pronomes possessivos
Os possessivos indicam posse: meu, teu, seu, nosso, vosso. Eles concordam em gênero e número com a coisa possuída e em pessoa com o possuidor (nossas provas).
O possessivo seu pode criar ambiguidade. Em "O diretor falou com o assessor sobre seu projeto", o projeto pode ser de qualquer dos dois. A troca por dele, do diretor ou do assessor desfaz a dúvida.
- CertoNossas provas chegaram.concorda com provas
- CertoO diretor falou com o assessor sobre o projeto do assessor.sem dúvida
- CertoO fiscal tem seus 40 anos.indica cálculo aproximado
- CertoO meu chefe chegou cedo.artigo facultativo antes do possessivo
- ErradoNossos provas chegaram.concorda com a coisa possuída
- ErradoO diretor falou com o assessor sobre seu projeto.seu pode apontar para os dois
- Ache o possessivo e o substantivo que ele acompanha.
- Faça o gênero e o número concordarem com a coisa possuída.
- Se a frase tem dois possuidores possíveis, troque seu por dele, dela ou pelo nome.
Julgue a afirmação. A frase "A chefe conversou com a analista sobre sua promoção" é ambígua.
- Passo 3 do roteiro: há duas possuidoras possíveis, a chefe e a analista.
- A troca por "a promoção da analista" desfaz a dúvida.
Resultado: certo.
Assinale a alternativa sem ambiguidade.
- A) O juiz falou ao réu sobre seu recurso.
- B) A gerente avisou a estagiária de sua mudança.
- C) O juiz falou ao réu sobre o recurso da defesa.
- D) Pedro disse a João que seu carro sumiu.
- E) O chefe pediu ao técnico seu parecer.
- Passo 3 do roteiro: em A, B, D e E, seu ou sua aponta para dois possuidores.
- Em C, a frase nomeia o dono do recurso.
Resultado: alternativa C. A alternativa E é a mais tentadora, porque o parecer parece ser do técnico, mas a frase não diz isso.
Como a banca cobra: a banca pergunta se uma frase com seu é ambígua.
Pronomes indefinidos
Os indefinidos se referem à terceira pessoa de forma vaga. Uns variam (algum, nenhum, todo, outro, qualquer). Outros não variam (alguém, ninguém, tudo, nada, cada).
O plural de qualquer é quaisquer. A palavra algum, depois do substantivo, tem sentido negativo: "servidor algum faltou" significa que nenhum faltou. A palavra certo antes do substantivo é indefinido (certo dia); depois, é adjetivo (o dia certo).
- CertoQuaisquer dúvidas devem ir ao setor.plural de qualquer
- CertoDocumento algum foi perdido.algum depois do nome: nenhum
- CertoCerto dia, o sistema parou.certo é indefinido
- CertoEle chegou no dia certo.certo é adjetivo: exato
- ErradoQualquer dúvidas devem ir ao setor.o plural é quaisquer
- ErradoQuaisquer dúvida deve ir ao setor.quaisquer pede substantivo no plural
- Ache a palavra e veja se ela se refere a alguém ou a algo de forma vaga.
- Confira a concordância: qualquer no singular, quaisquer no plural.
- Veja a posição: algum e certo mudam de sentido depois do substantivo.
Julgue a afirmação. Em "Servidor algum foi punido", o sentido é de que algum servidor foi punido.
- Passo 3 do roteiro: algum vem depois do substantivo. O sentido é negativo: nenhum servidor foi punido.
Resultado: errado.
Assinale a alternativa de acordo com a norma culta.
- A) Qualquer pedidos serão aceitos.
- B) Quaisquer pedido será aceito.
- C) Quaisquer pedidos serão aceitos.
- D) Quaisquers pedidos serão aceitos.
- E) Qualqueres pedidos serão aceitos.
- Passo 2 do roteiro: com pedidos no plural, a forma é quaisquer. O plural muda o meio da palavra.
Resultado: alternativa C. A alternativa A é a mais tentadora, porque a fala usa qualquer no plural.
Como a banca cobra: a banca pergunta o sentido de algum depois do substantivo.
Pronomes interrogativos
Os interrogativos são que, quem, qual e quanto usados em pergunta. A pergunta direta tem ponto de interrogação. A indireta fica dentro de outra frase, sem esse ponto.
O pronome que forma o par por que nas perguntas. Por que abre a pergunta, e por quê fica no fim da frase. Porque responde, e porquê é substantivo.
- CertoO chefe quer saber quem assinou o ofício.pergunta indireta
- CertoPor que o sistema caiu?por que abre a pergunta
- CertoO sistema caiu por quê?no fim da frase, leva acento
- CertoNinguém explicou o porquê da falha.porquê é substantivo
- ErradoPorque o sistema caiu?na pergunta, use por que
- ErradoO sistema caiu por que?no fim da frase, use por quê
- Veja se a frase faz uma pergunta, direta ou indireta.
- Ache a palavra que abre a pergunta: que, quem, qual ou quanto.
- Nos porquês, veja a posição: no começo da pergunta, direta ou indireta, por que; no fim da frase, por quê.
Julgue a afirmação. Em "O fiscal perguntou quanto custou a obra", quanto é pronome interrogativo em pergunta indireta.
- Passo 1 do roteiro: a pergunta está dentro de outra frase, sem ponto de interrogação.
- Passo 2 do roteiro: quanto abre essa pergunta.
Resultado: certo.
Assinale a alternativa de acordo com a norma culta.
- A) Porque a reunião foi adiada?
- B) A reunião foi adiada por que?
- C) Ninguém sabe por que a reunião foi adiada.
- D) Ninguém sabe o por que do adiamento.
- E) A reunião foi adiada por quê o chefe viajou.
- Passo 3 do roteiro: em C, a pergunta indireta começa com por que.
Resultado: alternativa C. A alternativa D é a mais tentadora, mas ali o artigo o faz da expressão um substantivo: porquê.
Como a banca cobra: a banca mistura os quatro porquês em frases curtas.
Pronomes demonstrativos
Os demonstrativos situam o ser no espaço, no tempo ou no texto. No espaço, este fica perto de quem fala, esse perto de quem ouve, e aquele longe dos dois. No tempo, este indica o presente (este ano).
No texto, este anuncia o que vai ser dito, e esse retoma o que já foi dito. Para retomar dois termos, este retoma o último, e aquele retoma o primeiro.
O, a, os, as também são demonstrativos quando valem aquilo ou aquela (o que você disse). A banca costuma considerar inadequado o mesmo para retomar termo já citado.
- CertoA regra é esta: o prazo não se prorroga.esta anuncia o que vem
- CertoO prazo não se prorroga. Essa regra vale para todos.essa retoma
- CertoAna e Rui passaram; este em Recife, aquela em Natal.este: Rui; aquela: Ana
- CertoLeia o que o chefe escreveu.o vale aquilo
- ErradoA regra é essa: o prazo não se prorroga.para anunciar, use esta
- ErradoAo usar o elevador, confira se o mesmo está parado.use ele ou reescreva
- Veja se o demonstrativo situa no espaço, no tempo ou no texto.
- No texto, pergunte se ele anuncia (este) ou retoma (esse).
- Com dois termos antes, ligue este ao último e aquele ao primeiro.
Julgue a afirmação. Em "O técnico e a analista falaram; esta defendeu o prazo, aquele pediu mais tempo", esta retoma a analista.
- Passo 3 do roteiro: esta retoma o último termo, a analista. Aquele retoma o primeiro, o técnico.
Resultado: certo.
Assinale a alternativa que completa a frase de acordo com a norma culta: "A orientação é ___: ninguém sai antes das 18 horas."
- A) essa
- B) aquela
- C) esta
- D) a mesma
- E) tal
- Passo 2 do roteiro: a orientação vem depois dos dois-pontos. O pronome anuncia: esta.
Resultado: alternativa C. A alternativa A é a mais tentadora, porque a fala usa essa nos dois casos.
Como a banca cobra: a banca troca este por esse em frases que anunciam ou retomam.
Pronomes relativos
Os relativos retomam um termo anterior, o antecedente, e abrem uma oração que o caracteriza. Os principais são que, quem, o qual, cujo, onde e quanto. Quem se refere a pessoa e vem com preposição (o chefe a quem obedeço).
Se o verbo da oração pede preposição, ela vem antes do relativo (o cargo a que aspiro). Onde só retoma lugar físico (a sala onde trabalho). Para reunião ou época, use em que.
Cujo indica posse e fica entre o possuidor e a coisa possuída. Ele concorda com a coisa possuída e não aceita artigo depois.
- CertoEste é o cargo a que aspiro.aspirar a: preposição antes de que
- CertoEste é o documento de que precisamos.precisar de
- CertoO edital, cujo prazo terminou, foi republicado.cujo concorda com prazo
- CertoA reunião em que decidimos o prazo foi curta.reunião não é lugar físico
- ErradoO edital, cujo o prazo terminou, foi republicado.cujo não aceita artigo depois
- ErradoA reunião onde decidimos o prazo foi curta.onde só retoma lugar físico
- Ache o relativo e o antecedente que ele retoma.
- Veja se o verbo da oração do relativo pede preposição; se pede, ela vem antes do relativo.
- Com cujo, tire o artigo depois dele; com onde, confira se há lugar físico.
Julgue a afirmação. A frase "O candidato cujo o nome saiu na lista foi chamado" segue a norma culta.
- Passo 3 do roteiro: cujo não aceita artigo depois. A forma certa é cujo nome.
Resultado: errado.
Considere as frases.
- I. O cargo que aspiro exige prova de títulos.
- II. A norma de que precisamos saiu ontem.
- III. A época onde o órgão contratava passou.
Está de acordo com a norma culta o que se afirma em:
- A) I, apenas.
- B) II, apenas.
- C) III, apenas.
- D) I e II, apenas.
- E) I, II e III.
- Passo 2 do roteiro: aspirar (desejar) pede a, e I precisa de "a que aspiro". Precisar pede de, e II está certa.
- Passo 3 do roteiro: em III, época não é lugar físico. A forma certa é "em que".
Resultado: alternativa B. A alternativa D é a mais tentadora, porque a frase I soa natural na fala.
Como a banca cobra: a banca tira a preposição antes do relativo e coloca artigo depois de cujo.
Colocação pronominal
A colocação pronominal é a posição do pronome átono em relação ao verbo. Na próclise, o pronome vem antes (não me avisaram). Na ênclise, vem depois (avisaram-me), e na mesóclise, fica no meio (avisar-me-ão).
A próclise é obrigatória com palavra atrativa antes do verbo: palavra negativa, advérbio sem vírgula, pronome relativo, indefinido ou demonstrativo e conjunção subordinativa. A frase que exprime desejo também pede próclise.
A norma culta não começa a frase com pronome átono. No futuro do presente e do pretérito sem atrativo, usa-se a mesóclise (entregar-lhe-ei). O pronome átono nunca vem depois do particípio.
- CertoNinguém me avisou do prazo.ninguém atrai o pronome
- CertoAvisaram-me do prazo ontem.frase não começa com pronome átono
- CertoEntregar-lhe-ei o relatório amanhã.futuro sem atrativo
- CertoO chefe tinha-o entregado cedo.o pronome não vem depois do particípio
- ErradoMe avisaram do prazo ontem.não se começa frase com pronome átono
- ErradoEntregarei-lhe o relatório amanhã.no futuro, use mesóclise ou próclise
- Ache o pronome átono e o verbo ao qual ele se liga.
- Procure palavra atrativa antes do verbo: se há, use próclise.
- Sem atrativo, se o verbo abre a frase, use ênclise.
- Com futuro do presente ou do pretérito sem atrativo, use mesóclise.
Julgue a afirmação. A frase "Nunca falaram-me desse prazo" segue a norma culta.
- Passo 2 do roteiro: nunca é palavra negativa e atrai o pronome. A forma certa é "Nunca me falaram desse prazo".
Resultado: errado.
Considere as frases.
- I. Me informaram o resultado na sexta.
- II. Far-se-á a revisão na próxima semana.
- III. Espero que o chefe nos receba hoje.
Está de acordo com a norma culta o que se afirma em:
- A) I, apenas.
- B) II, apenas.
- C) I e III, apenas.
- D) II e III, apenas.
- E) I, II e III.
- Passo 3 do roteiro: em I, o verbo abre a frase. A forma certa é "Informaram-me".
- Passo 4 do roteiro: em II, o futuro do presente sem atrativo pede mesóclise. A frase está certa.
- Passo 2 do roteiro: em III, a conjunção que atrai o pronome. A próclise está certa.
Resultado: alternativa D. A alternativa E é a mais tentadora, porque a frase I é comum na fala do Brasil.
Como a banca cobra: a banca começa a frase com pronome átono e põe ênclise depois de palavra negativa.
Quadros e comparações
| Classe | Varia? | Função na frase | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Substantivo | Sim | Nomeia o ser | o prazo |
| Artigo | Sim | Determina o substantivo | o, uma |
| Adjetivo | Sim | Caracteriza o substantivo | prazo curto |
| Numeral | Em parte | Indica quantidade ou ordem | dois, segundo |
| Pronome | Em parte | Substitui ou acompanha o nome | ele, este, cujo |
| Advérbio | Não | Modifica verbo, adjetivo ou advérbio | muito, ontem |
| Preposição | Não | Liga termos | de, para, após |
| Conjunção | Não | Liga orações | mas, embora |
| Interjeição | Não | Exprime emoção | Ufa! |
Para decorar
- Parassintética: prefixo e sufixo juntos, sem forma parcial.
- Um: com oposição a outro número, é numeral; sem oposição, é artigo.
- Meio e bastante: junto de adjetivo ou verbo, não variam.
- Preposição × conjunção: nome ou infinitivo depois, preposição; verbo conjugado, conjunção.
- O × lhe: verbo sem preposição pede o; com preposição, lhe.
- Este × esse: este anuncia, esse retoma.
- Cujo: sem artigo depois. Onde: só lugar físico.
- Mesóclise: futuro do presente e do pretérito sem atrativo.
Pegadinhas
| # | Errado | Certo |
|---|---|---|
| 1 | A analista ficou meia preocupada. | A analista ficou meio preocupada. |
| 2 | O texto é para mim revisar. | O texto é para eu revisar. |
| 3 | Eu lhe vi no setor ontem. | Eu o vi no setor ontem. |
| 4 | Vossa Senhoria deve enviar vosso parecer. | Vossa Senhoria deve enviar seu parecer. |
| 5 | O edital, cujo o prazo terminou, foi republicado. | O edital, cujo prazo terminou, foi republicado. |
| 6 | A reunião onde decidimos o prazo foi curta. | A reunião em que decidimos o prazo foi curta. |
| 7 | Me avisaram do prazo ontem. | Avisaram-me do prazo ontem. |
| 8 | Qualquer dúvidas devem ir ao setor. | Quaisquer dúvidas devem ir ao setor. |
Fontes e data
Regras da norma culta da língua portuguesa, como as bancas FCC, CEBRASPE, FGV e Vunesp as cobram. Conferido em 13/10/2026.