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Contabilidade Pública

Introdução à Contabilidade Pública: Conceitos, Regimes e Princípios

Do que trata o tópico

Este tópico é a porta de entrada da Contabilidade Pública. Ele mostra o que é a contabilidade do governo, o que ela estuda, para que ela serve e quem precisa aplicar as normas dela. Ele mostra também os dois regimes de registro, o orçamentário e o patrimonial, e o exercício financeiro. No fim, ele trata dos princípios que guiam o orçamento e o registro contábil. A banca usa esses assuntos em questões de certo ou errado sobre conceitos e em questões de conta que pedem a receita, a despesa ou o resultado de um ano.

Base de referência

  • [1] Lei nº 4.320/1964, arts. 1 a 4, 34, 35 e 83 a 89: lei do orçamento, exercício financeiro e serviços de contabilidade.
  • [2] Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), arts. 1 e 2: quem a lei obriga e o que é empresa estatal dependente.
  • [3] NBC TSP Estrutura Conceitual, do Conselho Federal de Contabilidade: prefácio e capítulos 1 a 4.
  • [4] Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), do Tesouro Nacional: os regimes orçamentário e patrimonial.

Conteúdo

Conceitos, objeto, objetivos e campo de aplicação

Pense numa família. Ela anota o dinheiro que entra, o dinheiro que sai, o que ela tem e o que ela deve. Com essas anotações, a família sabe se ficou mais rica ou mais pobre no ano. A Contabilidade Pública faz a mesma coisa para o governo. Ela anota tudo o que entra e sai e tudo o que o governo tem e deve.

A Contabilidade Pública é a parte da contabilidade que trabalha com as entidades do setor público. Uma entidade do setor público é um órgão ou uma organização do governo, como uma prefeitura, uma secretaria ou uma autarquia. Uma autarquia é uma entidade criada por lei para fazer um serviço público, como um departamento estadual de trânsito.

O objeto da Contabilidade Pública é o patrimônio público. O patrimônio é o conjunto dos bens, dos direitos e das obrigações da entidade. Um bem é uma coisa que a entidade tem, como uma escola ou um carro. Um direito é um valor que a entidade vai receber, como um imposto que um contribuinte ainda deve. Uma obrigação é um valor que a entidade vai pagar, como a conta de um fornecedor.

A Lei nº 4.320/1964 diz o que a contabilidade do governo mostra:

Art. 89. A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária, financeira patrimonial e industrial.

Evidenciar quer dizer mostrar com clareza. Então a contabilidade mostra o orçamento (o plano de receitas e despesas aprovado em lei), o dinheiro (o que entra e sai do caixa) e o patrimônio (o que a entidade tem e deve). A banca troca essa lista e tira um item dela. A lei também manda organizar os serviços de contabilidade de modo a permitir o acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais e a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros.

A lei manda fazer a escrituração sintética das operações financeiras e patrimoniais pelo método das partidas dobradas. Partidas dobradas quer dizer que cada registro tem dois lados: um débito e um crédito do mesmo valor. Se a prefeitura paga R$ 100,00 a um fornecedor, o caixa diminui R$ 100,00 e a dívida diminui R$ 100,00.

A contabilidade mostra também a situação de quem cuida do dinheiro público:

Art. 83. A contabilidade evidenciará perante a Fazenda Pública a situação de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados.

Esse artigo alcança qualquer pessoa que arrecada, gasta ou guarda bens públicos. O tesoureiro e o almoxarife estão nessa lista. O almoxarife é o servidor que guarda o material do órgão.

O objetivo da contabilidade do governo está no capítulo 2 da NBC TSP Estrutura Conceitual. A Estrutura Conceitual é a norma do Conselho Federal de Contabilidade que dá a base de todas as outras normas do setor público. Pelo capítulo 2, a informação contábil tem dois fins. O primeiro fim é a prestação de contas e a responsabilização (em inglês, accountability). O segundo fim é a tomada de decisão. Os relatórios em que a entidade mostra essa informação se chamam Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPGs).

Os usuários primários dos RCPGs são de dois grupos. O primeiro grupo é formado pelos usuários dos serviços públicos e pelos seus representantes. O segundo grupo é formado pelos provedores de recursos e pelos seus representantes. O cidadão que usa o posto de saúde está no primeiro grupo. O contribuinte que paga imposto está no segundo grupo. O Poder Legislativo representa os dois grupos.

O prefácio da Estrutura Conceitual explica a diferença entre o governo e uma empresa. O objetivo principal do governo é prestar serviços à sociedade, e não obter lucro. Boa parte da receita do governo vem de transações sem contraprestação. Uma transação sem contraprestação é aquela em que a entidade recebe um valor sem entregar algo de valor igual em troca. O imposto é o caso comum: você paga o IPTU, mas não recebe um produto na mesma medida. O prefácio dá peso também ao orçamento aprovado em lei e aos bens que o governo mantém por muito tempo, como estradas e prédios históricos.

O campo de aplicação diz quem precisa aplicar as normas. O capítulo 1 da Estrutura Conceitual obriga as entidades do setor público: os governos federal, estaduais, distrital e municipais e os seus poderes, os órgãos, as secretarias, as autarquias, as fundações públicas, os fundos, os consórcios públicos e as empresas estatais dependentes. O capítulo 4 trata da entidade que reporta. A entidade que reporta é o governo, a organização, o programa ou a atividade que prepara um RCPG. Ela pode ser uma entidade só ou um grupo de entidades.

A Lei de Responsabilidade Fiscal define a empresa estatal dependente:

III - empresa estatal dependente: empresa controlada que receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no último caso, aqueles provenientes de aumento de participação acionária;

Em palavras simples, a empresa estatal dependente é a empresa do governo que recebe dinheiro do governo para pagar pessoal, custeio ou despesas de capital. O dinheiro que vem de aumento de participação acionária não conta. A empresa controlada é aquela em que o governo tem a maioria das ações com direito a voto. A empresa estatal que vive das próprias vendas e não recebe dinheiro para essas despesas é independente. A empresa estatal independente segue as normas de contabilidade das empresas privadas. A Lei de Responsabilidade Fiscal também obriga a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Nessas referências, ela inclui o Poder Executivo, o Poder Legislativo com os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público, além das administrações diretas, dos fundos, das autarquias, das fundações e das empresas estatais dependentes.

A tabela abaixo é o modelo que você monta para decidir quem aplica as normas do setor público.

Entidade Recebe dinheiro do governo para pessoal, custeio ou capital (fora aumento de participação acionária)? Aplica as normas do setor público?
Prefeitura, câmara, tribunal de contas não se aplica sim
Autarquia, fundação pública, fundo não se aplica sim
Empresa estatal sim sim, porque é dependente
Empresa estatal não não, porque é independente
  1. Reconheça o tipo da questão: ela pergunta o objeto, o objetivo, os usuários ou quem aplica as normas.
  2. Se a questão pergunta o objeto, responda o patrimônio público.
  3. Se a questão pergunta o objetivo, procure os dois fins: prestação de contas e responsabilização, e tomada de decisão.
  4. Se a questão pergunta quem aplica as normas, ache o tipo de entidade e marque na tabela modelo.
  5. Se a entidade é uma empresa estatal, confira se ela recebe dinheiro do governo para pessoal, custeio ou capital (fora aumento de participação acionária).
  6. Confira a resposta contra a palavra exata do enunciado: "todas", "somente" e "apenas" mudam o julgamento.

Uma câmara municipal prepara os seus relatórios contábeis. Diga se ela aplica as normas de contabilidade do setor público.

  1. Passo 1 do roteiro: a questão pergunta quem aplica as normas.
  2. Passo 4 do roteiro: a câmara municipal é o Poder Legislativo do Município. Ela é um poder do Município e está na lista do capítulo 1.
  3. Passo 6 do roteiro: o enunciado não traz palavra que mude o julgamento.

Resultado: a câmara municipal aplica as normas do setor público.

Um Estado tem as quatro entidades da tabela. Diga quantas delas aplicam as normas de contabilidade do setor público.

Entidade Situação
Departamento de trânsito autarquia estadual
Companhia de saneamento recebe dinheiro do Estado para pagar salários
Companhia de energia vive das tarifas e não recebe dinheiro do Estado
Consórcio público de saúde consórcio de três Municípios e do Estado
  1. Passo 1 do roteiro: a questão pergunta quem aplica as normas.
  2. Passo 4 do roteiro: a autarquia e o consórcio público estão na lista do capítulo 1. Eles aplicam as normas.
  3. Passo 5 do roteiro: a companhia de saneamento recebe dinheiro para salários. Ela é dependente e aplica as normas. A companhia de energia não recebe esse dinheiro. Ela é independente e segue as normas das empresas privadas.
  4. Passo 6 do roteiro: a contagem é .

Resultado: três entidades aplicam as normas do setor público.

Uma prova para o cargo de auditor de um tribunal de contas traz a afirmação abaixo sobre a NBC TSP Estrutura Conceitual. "As características qualitativas da informação dos RCPGs dividem-se em fundamentais, que são a relevância e a representação fidedigna, e de melhoria, que são as demais." Julgue a afirmação como certa ou errada.

  1. Passo 1 do roteiro: a questão trata da informação contábil, que é o assunto dos objetivos (capítulos 2 e 3 da Estrutura Conceitual).
  2. Passo 3 do roteiro: a Estrutura Conceitual do setor público lista seis características qualitativas: relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade e verificabilidade.
  3. Passo 3 do roteiro, de novo: a norma do setor público lista as seis lado a lado. Ela não separa as características em fundamentais e de melhoria. Essa divisão é da norma das empresas privadas.
  4. Passo 6 do roteiro: o enunciado afirma uma divisão que a norma pública não faz.

Resultado: errado. A afirmação está errada porque a Estrutura Conceitual do setor público não divide as seis características em fundamentais e de melhoria.

Um município divulga o seu Balanço Patrimonial na internet. Um vereador usa o balanço para cobrar o prefeito sobre uma obra parada. Um morador usa o mesmo balanço para decidir se apoia um novo imposto. Segundo a NBC TSP Estrutura Conceitual, a informação contábil desse balanço tem como objetivo:

  1. A) apurar o lucro do ano para distribuir aos acionistas do município.
  2. B) servir à prestação de contas e responsabilização e à tomada de decisão.
  3. C) atender apenas ao tribunal de contas no julgamento das contas.
  4. D) controlar somente a execução do orçamento aprovado em lei.
  5. E) mostrar apenas o dinheiro que entrou e saiu do caixa no ano.
  1. Passo 1 do roteiro: a questão pergunta o objetivo da informação contábil.
  2. Passo 3 do roteiro: os dois fins são a prestação de contas e responsabilização (o vereador cobra o prefeito) e a tomada de decisão (o morador decide o apoio).
  3. Passo 6 do roteiro: as alternativas C, D e E usam "apenas" ou "somente" e cortam o objetivo. A alternativa A fala de lucro, que não é o objetivo principal do setor público.

Resultado: alternativa B. A alternativa D é a armadilha mais tentadora, porque o orçamento é importante no setor público, mas a contabilidade mostra também o patrimônio e o dinheiro.

O erro mais comum neste assunto é tratar toda empresa do governo como obrigada às normas do setor público. Só a empresa estatal dependente entra na lista. Outro erro é copiar para o setor público a divisão das características qualitativas da norma privada. Para evitar os dois erros, confira sempre se a empresa recebe dinheiro para pessoal, custeio ou capital (fora aumento de participação acionária) e lembre que a norma pública lista seis características lado a lado.

Regimes orçamentário e patrimonial e exercício financeiro

Imagine que você trabalha numa pequena loja em dezembro. Em 20 de dezembro, você compra um serviço de pintura e assina o contrato. O pintor faz o serviço em 28 de dezembro. Você paga o pintor só em 10 de janeiro. A pergunta é simples: esse gasto pertence a dezembro ou a janeiro? A resposta depende da regra que você usa. A contabilidade do governo usa duas regras ao mesmo tempo, e cada uma serve a um fim.

O exercício financeiro é o período de um ano em que o orçamento é executado. A Lei nº 4.320/1964 diz:

Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

O ano civil vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro. Então o exercício financeiro de 2025 começa em 1º de janeiro de 2025 e termina em 31 de dezembro de 2025.

  1. 1º de janeirocomeça o exercício financeiro
  2. durante o anoo governo arrecada receitas e empenha despesas
  3. 31 de dezembrotermina o exercício financeiro
Linha do tempo

O regime orçamentário diz a que exercício pertencem a receita e a despesa do orçamento. A regra está no art. 35:

Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:

I - as receitas nêle arrecadadas;

II - as despesas nêle legalmente empenhadas.

Arrecadar é o momento em que o contribuinte paga o tributo ao banco ou ao agente do governo. Então a receita entra no ano em que o dinheiro é arrecadado, mesmo que o imposto seja de um ano anterior. Empenhar é o primeiro passo da despesa. O empenho é o ato em que a autoridade reserva uma parte do orçamento para um gasto certo. Então a despesa entra no ano do empenho, mesmo que o pagamento aconteça no ano seguinte.

A despesa passa por três estágios. O empenho reserva o orçamento. A liquidação confere que o fornecedor entregou o bem ou fez o serviço. O pagamento entrega o dinheiro ao fornecedor. Para o regime orçamentário, o que conta é o empenho.

  1. Empenho: reserva o orçamento
  2. Liquidação: confere a entrega do bem ou do serviço
  3. O pagamento acontece até 31 de dezembro?
    SimPagamento no ano: entrega o dinheiro ao fornecedor
    NãoA despesa vira resto a pagar e é paga no ano seguinte
Os estágios da despesa

A despesa empenhada e não paga até 31 de dezembro se chama resto a pagar. Ela pertence ao exercício do empenho, mas o pagamento fica para o ano seguinte.

Com o regime orçamentário, você calcula o resultado orçamentário do ano:

Nessa fórmula, a receita arrecadada é a soma das receitas que entraram no ano. A despesa empenhada é a soma dos empenhos feitos no ano. Se o resultado é positivo, há superávit, isto é, sobra. Se o resultado é negativo, há déficit, isto é, falta.

O regime patrimonial olha outra coisa. Ele quer saber quando o patrimônio da entidade aumenta ou diminui. Para isso, ele usa o regime de competência. Pelo regime de competência, o fato entra no período em que ele acontece, e não no período em que o dinheiro entra ou sai. No exemplo da loja, o serviço de pintura aconteceu em dezembro. Então, pelo regime patrimonial, o gasto pertence a dezembro, mesmo com o pagamento em janeiro.

O MCASP chama o aumento do patrimônio de variação patrimonial aumentativa (VPA). Ele chama a diminuição do patrimônio de variação patrimonial diminutiva (VPD). O IPTU de 2025 é uma VPA de 2025, porque o direito de cobrar nasce em 2025. O salário de dezembro de 2025 é uma VPD de 2025, porque o servidor trabalhou em dezembro de 2025. A depreciação também é VPD. A depreciação é a perda de valor de um bem pelo uso, como o desgaste de um carro. Ela diminui o patrimônio, mas não tem empenho, porque não sai dinheiro.

Nessa fórmula, a VPA é a soma dos aumentos do patrimônio no ano, e a VPD é a soma das diminuições do patrimônio no ano, as duas pelo regime de competência.

Muita gente chama o regime orçamentário de regime misto: caixa para a receita e competência para a despesa. Hoje o MCASP separa os dois regimes. O regime orçamentário segue o art. 35. O regime patrimonial segue só a competência, tanto para a VPA quanto para a VPD.

A tabela modelo abaixo mostra as colunas que você monta para separar os dois regimes.

Fato Valor Entra no orçamento do ano? Entra na VPA ou na VPD do ano?
Receita arrecadada no ano valor arrecadado sim depende de quando o fato aconteceu
Despesa empenhada no ano valor empenhado sim só se o fato aconteceu no ano
Depreciação valor do desgaste não sim, como VPD
  1. Reconheça o tipo da questão: ela pede a receita ou a despesa do orçamento, ou pede a VPA, a VPD ou o resultado patrimonial.
  2. Monte uma tabela com cada fato, o valor e duas colunas: uma para o regime orçamentário e outra para o regime patrimonial.
  3. Na coluna do regime orçamentário, marque a receita pela data da arrecadação e a despesa pela data do empenho.
  4. Na coluna do regime patrimonial, marque cada fato pela data em que ele aconteceu, e não pela data do dinheiro.
  5. Some cada coluna e calcule o resultado que a questão pede.
  6. Confira o que a questão pede: receita, despesa, resultado orçamentário ou resultado patrimonial.

Em 2025, uma prefeitura arrecadou R$ 900.000,00 de receitas. Ela empenhou R$ 850.000,00 de despesas e pagou R$ 700.000,00 delas. Calcule o resultado orçamentário de 2025.

  1. Passo 1 do roteiro: a questão pede o resultado orçamentário.
  2. Passo 3 do roteiro: a receita do orçamento é a arrecadada, R$ 900.000,00. A despesa do orçamento é a empenhada, R$ 850.000,00. O valor pago não entra na conta.
  3. Passo 5 do roteiro: .
  4. Passo 6 do roteiro: o resultado é positivo, então há superávit.

Resultado: superávit orçamentário de R$ 50.000,00.

Um município teve os fatos da tabela em 2025. Calcule a receita orçamentária, a despesa orçamentária e o resultado orçamentário de 2025.

Fato em 2025 Valor
IPTU de 2025 lançado R$ 500.000,00
IPTU de 2025 arrecadado R$ 420.000,00
IPTU atrasado de 2024 arrecadado em 2025 R$ 30.000,00
Despesas empenhadas R$ 600.000,00
Despesas liquidadas R$ 550.000,00
Despesas pagas R$ 480.000,00
  1. Passo 1 do roteiro: a questão pede a receita, a despesa e o resultado do orçamento.
  2. Passo 2 do roteiro: crie a coluna "Entra no orçamento de 2025?" para cada fato. O lançamento é o ato em que a prefeitura calcula o imposto e avisa o contribuinte. Ele ainda não é arrecadação.
Fato em 2025 Valor Entra no orçamento de 2025?
IPTU de 2025 lançado R$ 500.000,00 não, só foi lançado
IPTU de 2025 arrecadado R$ 420.000,00 sim, foi arrecadado
IPTU de 2024 arrecadado em 2025 R$ 30.000,00 sim, foi arrecadado em 2025
Despesas empenhadas R$ 600.000,00 sim, é o empenho
Despesas liquidadas R$ 550.000,00 não, já está no empenho
Despesas pagas R$ 480.000,00 não, já está no empenho
  1. Passo 3 do roteiro: a receita orçamentária é . A despesa orçamentária é R$ 600.000,00.
  2. Passo 5 do roteiro: o resultado é .
  3. Passo 6 do roteiro: o resultado é negativo, então há déficit. O IPTU de 2024 entra em 2025 porque foi arrecadado em 2025.

Resultado: receita orçamentária de R$ 450.000,00, despesa orçamentária de R$ 600.000,00 e déficit orçamentário de R$ 150.000,00.

Um município lançou R$ 500.000,00 de IPTU de 2025 em janeiro de 2025. Até 31 de dezembro de 2025, os contribuintes pagaram R$ 420.000,00 desse imposto. Um analista da controladoria do município escreve num relatório a afirmação abaixo. "Pelo regime patrimonial, a VPA do IPTU de 2025 é de R$ 420.000,00, porque a variação aumentativa só nasce quando o contribuinte paga." Julgue a afirmação como certa ou errada.

  1. Passo 1 do roteiro: a questão pede a VPA, então ela trata do regime patrimonial.
  2. Passo 2 do roteiro: monte a tabela com o fato e as duas colunas.
Fato Valor Regime orçamentário em 2025 Regime patrimonial em 2025
IPTU de 2025 lançado R$ 500.000,00 não entra entra como VPA
IPTU de 2025 arrecadado R$ 420.000,00 entra como receita já está na VPA do lançamento
  1. Passo 4 do roteiro: o direito de cobrar o IPTU de 2025 nasce em 2025. Pela competência, a VPA é o valor do direito, R$ 500.000,00.
  2. Passo 3 do roteiro: no regime orçamentário, a receita é a arrecadada, R$ 420.000,00.
  3. Passo 6 do roteiro: o analista usou a regra do regime orçamentário para medir a VPA. A diferença é , que fica como um direito a receber.

Resultado: errado. A afirmação está errada porque a VPA segue a competência e vale R$ 500.000,00. O valor de R$ 420.000,00 é a receita orçamentária, que segue a arrecadação.

Uma secretaria estadual teve os fatos da tabela em 2025. Os salários de dezembro foram empenhados e liquidados em dezembro de 2025 e pagos em janeiro de 2026. O serviço de limpeza foi feito, liquidado e pago em 2025. O contrato da obra foi empenhado em 2025, mas a obra ainda não começou. A depreciação dos carros foi registrada em 31 de dezembro.

Fato Valor
Salários de dezembro R$ 200.000,00
Serviço de limpeza R$ 50.000,00
Contrato de obra empenhado R$ 300.000,00
Depreciação dos carros R$ 40.000,00

A despesa orçamentária e a VPD de 2025 são, nesta ordem:

  1. A) R$ 550.000,00 e R$ 290.000,00.
  2. B) R$ 250.000,00 e R$ 290.000,00.
  3. C) R$ 550.000,00 e R$ 590.000,00.
  4. D) R$ 50.000,00 e R$ 250.000,00.
  5. E) R$ 290.000,00 e R$ 550.000,00.
  1. Passo 1 do roteiro: a questão pede a despesa do orçamento e a VPD. Ela usa os dois regimes.
  2. Passo 2 do roteiro: crie duas colunas, uma para o empenho de 2025 e outra para o fato ocorrido em 2025.
Fato Valor Despesa orçamentária de 2025 VPD de 2025
Salários de dezembro R$ 200.000,00 R$ 200.000,00 R$ 200.000,00
Serviço de limpeza R$ 50.000,00 R$ 50.000,00 R$ 50.000,00
Contrato de obra empenhado R$ 300.000,00 R$ 300.000,00 R$ 0,00
Depreciação dos carros R$ 40.000,00 R$ 0,00 R$ 40.000,00
Total não se aplica R$ 550.000,00 R$ 290.000,00
  1. Passo 3 do roteiro: os salários, a limpeza e a obra foram empenhados em 2025. A depreciação não tem empenho. A soma é .
  2. Passo 4 do roteiro: o trabalho de dezembro e a limpeza aconteceram em 2025. A obra não começou, então nada diminuiu o patrimônio. A depreciação aconteceu em 2025. A soma é .
  3. Passo 6 do roteiro: a questão pede a despesa orçamentária primeiro e a VPD depois.

Resultado: alternativa A. A alternativa B é a armadilha mais tentadora: ela usa a despesa liquidada () no lugar da despesa empenhada.

Os erros mais comuns neste assunto são três. O primeiro é usar a despesa paga ou liquidada no lugar da despesa empenhada no regime orçamentário. O segundo é usar a data do pagamento do contribuinte para medir a VPA. O terceiro é esquecer que a depreciação é VPD sem ser despesa orçamentária. Para evitar esses erros, monte sempre a tabela com uma coluna para cada regime.

Princípios da Contabilidade Pública

Uma família que planeja o ano costuma seguir algumas regras de bom senso. Ela coloca todas as contas num caderno só. Ela anota todas as entradas e todas as saídas, sem esconder nenhuma. Ela faz um plano por ano. O governo segue regras parecidas. Essas regras se chamam princípios. Neste tópico, os princípios são de dois grupos: os princípios do orçamento e os princípios do registro contábil.

Os princípios orçamentários estão no art. 2º da Lei nº 4.320/1964:

Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Govêrno, obedecidos os princípios de unidade universalidade e anualidade.

A lei cita três princípios. Pelo princípio da unidade, o orçamento de cada ente fica numa lei só, num documento só. Pelo princípio da universalidade, o orçamento traz todas as receitas e todas as despesas. Pelo princípio da anualidade, o orçamento vale para um ano, o exercício financeiro, que coincide com o ano civil.

A universalidade aparece com mais detalhe nos arts. 3º e 4º. A Lei de Orçamento compreende todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei. Uma operação de crédito é um empréstimo que o governo toma. Ela compreende também todas as despesas próprias dos órgãos do governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles, se devam realizar. A lei tem uma exceção que a banca cobra pela palavra exata:

Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de crédito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros.

A operação de crédito por antecipação da receita (ARO) é um empréstimo curto que o governo toma para cobrir falta de caixa dentro do ano. Ele é pago com a própria receita do ano. Uma entrada compensatória é um dinheiro que entra, mas que o governo vai devolver, como a caução. A caução é um depósito que a empresa deixa como garantia de um contrato e recebe de volta no fim. Esses valores não entram como receita da Lei de Orçamento. Eles entram ao mesmo tempo no ativo financeiro e no passivo financeiro.

A Lei de Responsabilidade Fiscal traz a base da gestão fiscal responsável:

§ 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.

Em palavras simples, o governo planeja, mostra o que faz e mantém as contas em equilíbrio. Equilíbrio quer dizer que a despesa não passa da receita de modo a pôr as contas em risco. A palavra exata é "ação planejada e transparente". A banca troca essa frase por outra, como "ação planejada e sigilosa".

Os princípios de contabilidade guiam o registro dos fatos. A banca cobra seis deles pelo nome. A tabela modelo abaixo mostra cada princípio e uma situação concreta.

Princípio O que ele manda Situação concreta
Entidade separar o patrimônio público do patrimônio do gestor o carro do prefeito não entra no balanço da prefeitura
Continuidade supor que a entidade segue funcionando a prefeitura deprecia o prédio em vários anos
Oportunidade registrar o fato na hora certa e por inteiro a nota do fornecedor é registrada no dia do fato
Registro pelo valor original registrar pelo valor da transação o terreno comprado por R$ 300.000,00 entra por esse valor
Competência registrar o fato no período em que ele acontece o salário de dezembro é VPD de dezembro
Prudência entre valores igualmente válidos, menor no ativo e maior no passivo entre R$ 80.000,00 e R$ 100.000,00 de dívida, registra R$ 100.000,00

O princípio da competência é o mesmo do regime patrimonial. O princípio da entidade é o que separa o dinheiro da prefeitura do dinheiro do prefeito. O método das partidas dobradas, da lei, manda que todo registro tenha débito e crédito do mesmo valor. Hoje esses princípios contábeis estão espalhados na Estrutura Conceitual e nas NBC TSP, mas a banca ainda cobra os seis pelo nome.

  1. Reconheça o tipo da questão: ela fala do orçamento (unidade, universalidade, anualidade) ou do registro contábil (entidade, competência, prudência e os outros).
  2. Se a questão fala de quais receitas entram na Lei de Orçamento, monte uma tabela com cada receita e a coluna "Entra?".
  3. Marque "não" para a operação de crédito por antecipação da receita, para a emissão de papel-moeda e para as entradas compensatórias, como a caução.
  4. Marque "sim" para as outras receitas, inclusive a operação de crédito autorizada em lei.
  5. Se a questão descreve uma situação de registro, ache na tabela modelo o princípio que bate com a situação.
  6. Confira o total ou o princípio contra a palavra exata do enunciado.

Uma prefeitura prevê R$ 800.000,00 de impostos, R$ 400.000,00 de transferências do Estado e R$ 200.000,00 de uma operação de crédito autorizada em lei. Calcule a receita total da Lei de Orçamento.

  1. Passo 1 do roteiro: a questão fala de quais receitas entram no orçamento. É o princípio da universalidade.
  2. Passo 4 do roteiro: os impostos e as transferências entram. A operação de crédito autorizada em lei também entra.
  3. Passo 6 do roteiro: .

Resultado: a receita total da Lei de Orçamento é R$ 1.400.000,00.

Um município tem as entradas de dinheiro previstas na tabela para 2026. Calcule a receita que entra na Lei de Orçamento.

Entrada prevista Valor
Impostos municipais R$ 800.000,00
Transferências do Estado R$ 400.000,00
Operação de crédito autorizada em lei R$ 200.000,00
Operação de crédito por antecipação da receita R$ 100.000,00
Cauções recebidas de empresas R$ 30.000,00
  1. Passo 1 do roteiro: a questão fala de quais receitas entram no orçamento.
  2. Passo 2 do roteiro: crie a coluna "Entra?" ao lado de cada entrada.
Entrada prevista Valor Entra?
Impostos municipais R$ 800.000,00 sim
Transferências do Estado R$ 400.000,00 sim
Operação de crédito autorizada em lei R$ 200.000,00 sim
Operação de crédito por antecipação da receita R$ 100.000,00 não
Cauções recebidas de empresas R$ 30.000,00 não, é entrada compensatória
  1. Passo 3 do roteiro: a antecipação da receita e as cauções ficam de fora.
  2. Passo 4 do roteiro: some as linhas marcadas com "sim": .
  3. Passo 6 do roteiro: o total de todas as entradas seria . Esse valor não é a resposta.

Resultado: a receita da Lei de Orçamento é R$ 1.400.000,00.

Uma autarquia estadual responde a uma ação de um fornecedor. O setor jurídico estima a dívida em dois valores igualmente válidos: R$ 80.000,00 ou R$ 100.000,00. O contador da autarquia precisa registrar a obrigação no balanço de 2025. Uma questão afirma: "Pelo princípio da prudência, o contador deve registrar a obrigação por R$ 80.000,00, o menor dos dois valores, para não exagerar as dívidas da autarquia." Julgue a afirmação como certa ou errada.

  1. Passo 1 do roteiro: a situação é de registro contábil. Ela fala de prudência.
  2. Passo 5 do roteiro: a prudência manda usar o menor valor no ativo e o maior valor no passivo. Uma obrigação é um passivo.
  3. Passo 5 do roteiro, de novo: entre R$ 80.000,00 e R$ 100.000,00, o maior valor é R$ 100.000,00.
  4. Passo 6 do roteiro: a afirmação usa o menor valor para um passivo. A diferença é , que ficaria fora do balanço.

Resultado: errado. A afirmação está errada porque a prudência pede o maior valor para o passivo, R$ 100.000,00. O menor valor vale para o ativo.

Um município tem os fatos abaixo no fim de 2025. O secretário de finanças usa o carro particular dele para uma viagem a serviço, e o carro não entra no balanço do município. O município registra em dezembro de 2025 a VPD de R$ 200.000,00 dos salários de dezembro, pagos só em janeiro de 2026. O contador quer saber qual princípio explica o registro dos salários em 2025.

  1. A) Princípio da entidade.
  2. B) Princípio da continuidade.
  3. C) Princípio da competência.
  4. D) Princípio do registro pelo valor original.
  5. E) Princípio da universalidade.
  1. Passo 1 do roteiro: a pergunta fala de registro contábil, não de orçamento.
  2. Passo 5 do roteiro: o salário é de dezembro de 2025 e foi registrado em 2025, embora o pagamento seja em 2026. Registrar o fato no período em que ele acontece é a competência.
  3. Passo 6 do roteiro: o carro particular fora do balanço é o princípio da entidade, mas a pergunta é sobre os salários. A universalidade é um princípio do orçamento, e não do registro.

Resultado: alternativa C. A alternativa A é a armadilha mais tentadora, porque o enunciado também descreve uma situação de entidade, mas a pergunta trata só dos salários.

O erro mais comum neste assunto é somar a operação de crédito por antecipação da receita ou a caução na receita da Lei de Orçamento. A lei tira esses valores pela palavra exata do parágrafo único do art. 3º. Outro erro é inverter a prudência: o menor valor vale para o ativo, e o maior valor vale para o passivo. Por fim, a banca mistura os princípios do orçamento com os princípios do registro. Antes de responder, decida a qual dos dois grupos a questão pertence.

  • Contabilidade Pública
    • Conceitos
      • Objeto: patrimônio público
      • Objetivos: prestação de contas e decisão
      • Usuários dos serviços e provedores de recursos
      • Seis características qualitativas
    • Campo de aplicação
      • Poderes, órgãos, autarquias, fundos
      • Consórcios públicos
      • Empresa estatal dependente
    • Regimes
      • Orçamentário: receita arrecadada
      • Orçamentário: despesa empenhada
      • Patrimonial: competência para VPA e VPD
      • Exercício financeiro igual ao ano civil
    • Princípios
      • Orçamento: unidade, universalidade, anualidade
      • Exceção: antecipação da receita e cauções
      • Registro: entidade, competência, prudência

Quadros e comparações

A tabela abaixo compara os dois regimes.

Ponto Regime orçamentário Regime patrimonial
Base art. 35 da Lei nº 4.320/1964 competência
Receita ou VPA entra quando é arrecadada entra quando o direito nasce
Despesa ou VPD entra quando é empenhada entra quando o fato acontece
Depreciação não entra entra como VPD
Resultado receita arrecadada menos despesa empenhada VPA menos VPD

A tabela abaixo diz quando usar cada assunto do tópico.

A questão pede Assunto O que fazer
quem aplica as normas campo de aplicação conferir a lista e se a estatal é dependente
o objetivo da informação conceitos procurar prestação de contas e tomada de decisão
a receita ou a despesa do ano regime orçamentário arrecadação e empenho
a VPA, a VPD ou o resultado patrimonial regime patrimonial competência
o total da Lei de Orçamento universalidade tirar antecipação da receita e cauções
o princípio de um registro princípios de contabilidade ligar a situação à tabela modelo

Para decorar

  • Exercício financeiro: coincide com o ano civil, de 1º de janeiro a 31 de dezembro.
  • Pertencem ao exercício: as receitas nele arrecadadas e as despesas nele legalmente empenhadas.
  • Resultado orçamentário: .
  • Resultado patrimonial: , pela competência.
  • Princípios do art. 2º: unidade, universalidade e anualidade.
  • Fora da Lei de Orçamento: operações de crédito por antecipação da receita, emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias.
  • Escrituração sintética das operações financeiras e patrimoniais: pelo método das partidas dobradas.
  • Fatos evidenciados: administração orçamentária, financeira, patrimonial e industrial.
  • Seis características qualitativas: relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade e verificabilidade.
  • Prudência: menor valor no ativo e maior valor no passivo.

Pegadinhas

# Errado Certo Fonte
1 No regime orçamentário, a despesa do ano é a despesa paga. Pertencem ao exercício as despesas nele legalmente empenhadas. [1], art. 35
2 O regime patrimonial é misto: caixa para a VPA e competência para a VPD. O regime patrimonial segue a competência para a VPA e para a VPD. [4] MCASP
3 O exercício financeiro vai de 1º de julho a 30 de junho. O exercício financeiro coincide com o ano civil. [1], art. 34
4 A Lei de Orçamento inclui a operação de crédito por antecipação da receita. Essa operação não se considera para os fins do art. 3º. [1], art. 3º
5 Toda empresa estatal aplica as normas do setor público. Só a empresa estatal dependente entra no campo de aplicação. [2], art. 2º, III
6 A norma pública divide as características qualitativas em fundamentais e de melhoria. A Estrutura Conceitual lista as seis características lado a lado. [3] NBC TSP EC
7 A contabilidade evidencia só os fatos orçamentários e financeiros. Ela evidencia os fatos da administração orçamentária, financeira, patrimonial e industrial. [1], art. 89
8 Os princípios do art. 2º são unidade, universalidade e legalidade. São unidade, universalidade e anualidade. [1], art. 2º

Fontes e data

Texto conferido com a lei em 13/10/2026. Todas as contas dos exemplos foram conferidas em 13/10/2026.

Conferido em 13/10/2026.

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