O que mais cai
| Parte do tópico | Importância | O que a banca cobra |
|---|---|---|
| Mercantilismo e vantagem absoluta de Adam Smith | Média | Metais, balança superavitária, soma zero e o limite da vantagem absoluta |
| Vantagem comparativa de David Ricardo | Alta | Cálculo do custo de oportunidade, especialização e faixa da relação de troca |
| Modelo de Heckscher-Ohlin e paradoxo de Leontief | Alta | Dotação relativa de fatores, teoremas derivados e o resultado de Leontief |
| Novas teorias do comércio internacional | Média | Economias de escala, comércio intraindústria, ciclo do produto e Linder |
| Vantagem competitiva das nações de Porter | Baixa | Os quatro determinantes do diamante, o acaso e o governo |
Do que trata o tópico
Este tópico estuda as explicações que a economia dá para o comércio entre países: por que os países trocam bens, o que cada um exporta e quem ganha com a troca. O tópico segue a ordem histórica das ideias, do mercantilismo às teorias de economias de escala e de vantagem competitiva. Cada teoria corrige um limite da anterior, e as provas cobram justamente essa diferença entre elas.
Conteúdo
Mercantilismo e vantagem absoluta de Adam Smith
Entre os séculos XVI e XVIII, os Estados nacionais europeus precisavam de recursos para pagar exércitos e manter a administração. O mercantilismo, isto é, o conjunto de ideias e políticas econômicas dessa época, respondia a esse problema com uma tese simples: a riqueza de um país é a quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que ele acumula. Essa ligação entre riqueza e metal se chama metalismo.
Para acumular metal, o país precisa vender ao exterior mais do que compra, porque a diferença entra em ouro e prata. Por isso o mercantilismo defende a balança comercial superavitária, ou seja, exportações maiores que importações. As políticas típicas são o protecionismo (tarifas altas sobre importações), o incentivo à manufatura nacional, o monopólio do comércio com as colônias e a intervenção forte do Estado na economia.
O ponto central para a prova é a visão do comércio como jogo de soma zero: o ganho de um país é a perda de outro. Como a quantidade de metal no mundo é limitada, um país só aumenta o seu estoque se outro país perde parte do dele. O mercantilismo não vê ganho mútuo na troca.
Adam Smith rompeu com essa visão. Para ele, a riqueza de uma nação é a sua capacidade de produzir bens e serviços, e não o estoque de metal. A produção cresce com a divisão do trabalho, isto é, a especialização de cada trabalhador numa tarefa, e a divisão do trabalho depende do tamanho do mercado. O comércio entre países amplia o mercado e, por isso, aumenta a produção de todos.
A vantagem absoluta é a ideia de Smith para o comércio internacional. Um país tem vantagem absoluta num bem quando produz esse bem com menos recursos (menos horas de trabalho, por exemplo) que o outro país. Cada país deve se especializar no bem em que tem vantagem absoluta e importar o outro. Com isso, o comércio passa a ser um jogo de soma positiva: os dois países ganham, e Smith defende o livre comércio.
Exemplo resolvido: o País A produz 1 tonelada de café em 2 horas e 1 tonelada de trigo em 6 horas. O País B produz 1 tonelada de café em 5 horas e 1 tonelada de trigo em 3 horas.
- Café: A gasta 2 horas e B gasta 5 horas. A tem vantagem absoluta no café.
- Trigo: A gasta 6 horas e B gasta 3 horas. B tem vantagem absoluta no trigo.
- A se especializa em café e B em trigo, e os dois trocam.
- Se 1 tonelada de café é trocada por 1 tonelada de trigo, A obtém o trigo com 2 horas de trabalho em vez de 6, e B obtém o café com 3 horas em vez de 5.
O limite da teoria de Smith aparece quando um país é mais eficiente nos dois bens. Nesse caso, pela vantagem absoluta, o país menos eficiente não teria o que exportar e o comércio não aconteceria. Essa conclusão não combina com o que se observa no mundo, em que países pouco produtivos também exportam, e esse limite abre caminho para a teoria de Ricardo.
Na prática, um ministério de um país inventado que acumula reservas e cria tarifas altas para manter a balança no azul segue a lógica mercantilista. Um conselho de comércio que propõe abrir o mercado porque o país produz calçados com menos horas que o vizinho e o vizinho produz vinho com menos horas segue a lógica de Smith.
A diferença entre as duas escolas está na origem da riqueza e no resultado da troca. O mercantilismo vê riqueza em metal e troca de soma zero, com intervenção do Estado. Smith vê riqueza na produção e troca de soma positiva, com livre comércio. O erro comum é atribuir a Smith a ideia de que um país sem vantagem nenhuma ainda ganha com o comércio: essa conclusão é de Ricardo.
Julgue o item. Para o pensamento mercantilista, a riqueza de uma nação está ligada ao acúmulo de metais preciosos, e o comércio internacional é um jogo de soma positiva no qual todos os países ganham ao mesmo tempo.
Comentário:
Regra: o mercantilismo liga a riqueza ao estoque de metal e vê o comércio como jogo de soma zero, em que o ganho de um país é a perda de outro.
A primeira parte está certa, porque o metalismo é a base do mercantilismo. O item erra em o comércio internacional é um jogo de soma positiva no qual todos os países ganham ao mesmo tempo: para o mercantilismo, o comércio é de soma zero, e a soma positiva é a visão de Adam Smith.
Resultado: errado.
Como a banca cobra: a banca mistura as características do mercantilismo com as de Smith, em especial soma zero e soma positiva. Ela também cobra o limite da vantagem absoluta quando um país é mais eficiente nos dois bens.
Vantagem comparativa de David Ricardo
David Ricardo resolveu o problema que Smith deixou aberto: o que acontece quando um país é mais eficiente em tudo. A resposta de Ricardo é a vantagem comparativa. Um país tem vantagem comparativa no bem que ele produz com o menor custo de oportunidade, isto é, com a menor quantidade do outro bem de que ele abre mão para produzir uma unidade a mais.
O raciocínio de Ricardo compara custos dentro de cada país, e não entre países. Mesmo que um país gaste menos horas nos dois bens, a vantagem dele é maior num bem que no outro. O outro país, mesmo menos eficiente nos dois, tem desvantagem menor num deles. Cada país deve se especializar no bem em que tem vantagem comparativa, e os dois ganham com a troca.
A teoria de Ricardo parte de alguns pressupostos, ou seja, hipóteses simplificadoras do modelo. O modelo tem dois países, dois bens e um fator de produção só, o trabalho. O valor de um bem é medido pelas horas de trabalho que ele exige (teoria do valor-trabalho), e a produtividade do trabalho é diferente entre os países. O trabalho se move livremente dentro de cada país, mas não se move entre os países, e os custos são constantes, sem economias de escala.
Com custos constantes, o modelo prevê especialização completa: cada país produz só o bem em que tem vantagem comparativa. Essa é uma diferença para modelos posteriores, nos quais os custos crescem e a especialização é parcial. A explicação para a diferença de produtividade entre os países é a tecnologia, e esse é o ponto que o modelo de Heckscher-Ohlin vai mudar.
O custo de oportunidade de um bem num país sai de uma divisão simples entre as horas de trabalho dos dois bens:
Nessa fórmula, é o custo de oportunidade de uma unidade do bem x, medido em unidades do bem y; é o número de horas para produzir uma unidade de x; e é o número de horas para produzir uma unidade de y. O país com o menor tem vantagem comparativa no bem x.
A relação de troca (ou termos de troca) é a quantidade de um bem que se troca por uma unidade do outro no comércio entre os países. Para que os dois países ganhem, a relação de troca fica entre os dois custos de oportunidade. Fora dessa faixa, um dos países prefere produzir o bem sozinho. Ricardo não diz onde, dentro da faixa, a relação de troca se fixa: John Stuart Mill completou a teoria com a demanda recíproca, segundo a qual a relação final depende da intensidade da demanda de cada país pelo bem do outro.
Exemplo resolvido: o País A produz 1 unidade de tecido em 6 horas e 1 unidade de vinho em 3 horas. O País B produz 1 unidade de tecido em 8 horas e 1 unidade de vinho em 12 horas.
- Vantagem absoluta: A gasta menos horas nos dois bens (6 contra 8 no tecido, 3 contra 12 no vinho). Pela lógica de Smith, B não teria o que exportar.
- Custo de oportunidade do vinho em A: 3 ÷ 6 = 0,5 tecido por vinho.
- Custo de oportunidade do vinho em B: 12 ÷ 8 = 1,5 tecido por vinho.
- A tem o menor custo de oportunidade no vinho e por isso tem vantagem comparativa no vinho.
- Custo de oportunidade do tecido em A: 6 ÷ 3 = 2 vinhos por tecido. Em B: 8 ÷ 12 ≈ 0,67 vinho por tecido. B tem vantagem comparativa no tecido.
- A relação de troca que beneficia os dois fica entre 0,5 e 1,5 tecido por unidade de vinho.
- Com 1 vinho trocado por 1 tecido, A obtém 1 tecido com 3 horas (em vez de 6) e economiza 3 horas. B obtém 1 vinho com 8 horas (em vez de 12) e economiza 4 horas.
O exemplo mostra o ponto central: o país menos eficiente em tudo (B) também ganha, porque a desvantagem dele no tecido (8 contra 6) é relativamente menor que a desvantagem no vinho (12 contra 3). A vantagem comparativa explica o comércio mesmo sem vantagem absoluta.
Gottfried Haberler reescreveu a teoria de Ricardo com o custo de oportunidade, sem depender da teoria do valor-trabalho. Nessa versão, a escolha do país aparece na fronteira de possibilidades de produção, que é o conjunto das combinações máximas dos dois bens que o país consegue produzir com os recursos que tem. Com custos constantes, essa fronteira é uma reta, e a inclinação dela é o custo de oportunidade.
Na prática, um órgão de planejamento de um país inventado descobre que o país produz celulares e soja com mais horas que o vizinho. Ainda assim, se o custo de oportunidade da soja no país for menor que no vizinho, a teoria manda o país se especializar em soja e importar celulares.
O erro comum é comparar as horas do mesmo bem entre os dois países para achar a vantagem comparativa: essa comparação dá a vantagem absoluta. A vantagem comparativa exige a divisão entre os dois bens dentro de cada país, e só depois a comparação entre os países.
Julgue o item. Um país que não tem vantagem absoluta na produção de nenhum bem ainda ganha com o comércio internacional se ele se especializar no bem em que a sua desvantagem é relativamente menor.
Comentário:
Teoria: para Ricardo, o comércio depende da vantagem comparativa, que é o menor custo de oportunidade, e não da vantagem absoluta.
O bem em que a desvantagem do país é relativamente menor é o bem em que ele tem o menor custo de oportunidade. Por isso o país tem vantagem comparativa nesse bem e ganha ao se especializar nele e trocar pelo outro.
Resultado: certo.
O País X produz 1 unidade de trigo em 10 horas e 1 unidade de aço em 20 horas. O País Y produz 1 unidade de trigo em 30 horas e 1 unidade de aço em 40 horas. O trabalho é o único fator e os custos são constantes. Com base no modelo de Ricardo, assinale a alternativa correta.
- A) Y não deve exportar nenhum bem, porque não tem vantagem absoluta em nenhum deles.
- B) X tem vantagem comparativa no aço, porque produz aço com menos horas que Y.
- C) Y tem vantagem comparativa no aço, cujo custo de oportunidade em Y é de cerca de 1,33 unidade de trigo.
- D) Uma relação de troca de 2,5 unidades de trigo por unidade de aço beneficia os dois países.
- E) X tem vantagem comparativa nos dois bens e deve produzir trigo e aço.
Comentário:
A) Errada.
Regra: o comércio depende da vantagem comparativa, e todo país tem vantagem comparativa em algum bem quando os custos de oportunidade diferem.
A alternativa erra em Y não deve exportar nenhum bem: Y tem vantagem comparativa no aço e deve exportar aço.
B) Errada.
Conta: o custo de oportunidade do aço em X é 20 ÷ 10 = 2 trigos, e em Y é 40 ÷ 30 ≈ 1,33 trigo.
A alternativa erra em X tem vantagem comparativa no aço, porque produz aço com menos horas que Y: menos horas no aço dá a X a vantagem absoluta. O custo de oportunidade do aço é menor em Y, e por isso a vantagem comparativa no aço é de Y.
C) Certa.
Conta: o custo de oportunidade do aço em Y é 40 ÷ 30 ≈ 1,33 trigo, menor que os 2 trigos de X.
Como o custo de oportunidade do aço é menor em Y, Y tem vantagem comparativa no aço. X fica com a vantagem comparativa no trigo (10 ÷ 20 = 0,5 aço por trigo, contra 30 ÷ 40 = 0,75 em Y).
D) Errada.
Regra: a relação de troca que beneficia os dois países fica entre os dois custos de oportunidade, aqui entre 1,33 e 2 trigos por aço.
A alternativa erra em uma relação de troca de 2,5 unidades de trigo por unidade de aço beneficia os dois países: 2,5 está fora da faixa. Com essa relação, X prefere produzir o aço sozinho, pagando 2 trigos.
E) Errada.
Regra: um país não tem vantagem comparativa nos dois bens, porque o menor custo de oportunidade num bem implica o maior custo de oportunidade no outro.
A alternativa erra em X tem vantagem comparativa nos dois bens e deve produzir trigo e aço: X tem vantagem comparativa só no trigo.
Resultado: alternativa C.
Como a banca cobra: a banca dá uma tabela de horas ou de produção e pede o país com vantagem comparativa ou a faixa da relação de troca. Ela também troca vantagem absoluta por vantagem comparativa no enunciado.
Modelo de Heckscher-Ohlin e paradoxo de Leontief
Ricardo explica o comércio pela diferença de tecnologia entre os países, mas não diz de onde vem essa diferença. Eli Heckscher e Bertil Ohlin propuseram outra causa: os países têm dotações de fatores diferentes, isto é, quantidades diferentes de capital, trabalho e terra. O modelo de Heckscher-Ohlin, também chamado de modelo de proporção de fatores, supõe que todos os países têm a mesma tecnologia.
O modelo usa duas ideias. A abundância relativa compara a proporção entre os fatores em cada país: um país é abundante em capital quando a razão entre capital e trabalho nele é maior que no outro país. A intensidade relativa compara os bens: um bem é intensivo em capital quando a sua produção usa mais capital por trabalhador que o outro bem.
O teorema de Heckscher-Ohlin junta as duas ideias: cada país exporta o bem que usa de forma intensiva o fator em que ele é relativamente abundante e importa o bem que usa de forma intensiva o fator escasso. O fator abundante é relativamente barato no país, e por isso o bem que usa muito esse fator sai mais barato. O comércio de bens é, na prática, uma troca indireta de fatores.
Os pressupostos do modelo são: dois países, dois bens e dois fatores; tecnologia igual nos dois países; preferências dos consumidores iguais; rendimentos constantes de escala; concorrência perfeita; ausência de custos de transporte e de barreiras; e fatores que se movem dentro do país, mas não entre países. Cada bem mantém a sua intensidade de fator em qualquer país. Se essa hipótese falha, ocorre a reversão de intensidade de fatores, e o teorema deixa de valer.
Exemplo resolvido: o País A tem 300 unidades de capital e 200 trabalhadores. O País B tem 400 unidades de capital e 800 trabalhadores. Máquinas são intensivas em capital, e roupas são intensivas em trabalho.
- Razão capital por trabalho em A: 300 ÷ 200 = 1,5.
- Razão capital por trabalho em B: 400 ÷ 800 = 0,5.
- A razão de A é maior, e por isso A é relativamente abundante em capital. B é relativamente abundante em trabalho.
- Pelo teorema de Heckscher-Ohlin, A exporta máquinas e importa roupas, e B exporta roupas e importa máquinas.
- B tem mais capital que A em números absolutos (400 contra 300), mas o que decide é a proporção, e não a quantidade total.
Do modelo saem outros três resultados que as provas cobram. O teorema de Stolper-Samuelson trata da renda: quando o preço relativo de um bem sobe, a remuneração real do fator usado de forma intensiva nesse bem sobe, e a do outro fator cai. Com a abertura comercial, o preço do bem exportado sobe, e por isso o fator abundante ganha e o fator escasso perde.
O teorema da equalização dos preços dos fatores, ligado a Paul Samuelson (por isso o modelo também aparece como Heckscher-Ohlin-Samuelson), afirma que, sob os pressupostos do modelo, o livre comércio de bens tende a igualar a remuneração de cada fator entre os países. A igualdade ocorre sem que trabalhadores ou capital mudem de país, porque o comércio de bens substitui o movimento dos fatores.
O teorema de Rybczynski trata do crescimento de um fator com os preços dos bens constantes. Se a quantidade de um fator aumenta, a produção do bem intensivo nesse fator cresce mais que proporcionalmente, e a produção do outro bem cai. Um país que recebe muito capital novo passa a produzir mais máquinas e menos roupas.
Wassily Leontief testou o modelo com os dados dos Estados Unidos, país considerado abundante em capital. A previsão era que as exportações americanas fossem intensivas em capital. O resultado foi o contrário: as exportações eram relativamente mais intensivas em trabalho que os bens produzidos internamente que concorriam com as importações. Esse resultado é o paradoxo de Leontief.
As explicações mais citadas para o paradoxo são estas. Leontief argumentou que o trabalhador americano era mais produtivo, e assim o país seria abundante em trabalho quando medido em trabalho eficiente. Outros estudos apontaram o capital humano (a qualificação dos trabalhadores, que o teste não contou como capital), a importância dos recursos naturais nas importações, a proteção tarifária americana aos setores intensivos em trabalho e a possibilidade de reversão de intensidade de fatores.
Na prática, um analista de um ministério de um país inventado com muita terra agrícola e pouco capital prevê, pelo modelo, que o país exporta grãos e carne e importa equipamentos industriais. Se a abertura ocorrer, o modelo também prevê que os donos de terra ganham e os donos de capital perdem renda.
A diferença para Ricardo está na causa do comércio. Em Ricardo, há um fator só e a causa é a diferença de tecnologia. Em Heckscher-Ohlin, há dois fatores, a tecnologia é igual e a causa é a diferença de dotação de fatores. O erro comum é decidir a abundância pela quantidade absoluta de um fator, quando o modelo usa a proporção entre os fatores.
Julgue o item. De acordo com o teorema de Stolper-Samuelson, a abertura comercial de um país relativamente abundante em trabalho eleva a remuneração real do fator capital, que é o fator escasso nesse país.
Comentário:
Regra: pelo teorema de Stolper-Samuelson, a abertura eleva o preço do bem exportado, a remuneração real do fator abundante sobe e a do fator escasso cai.
O país abundante em trabalho exporta o bem intensivo em trabalho, e o preço desse bem sobe com a abertura. O item erra em eleva a remuneração real do fator capital: quem ganha é o trabalho, o fator abundante, e o capital, fator escasso, perde renda real.
Resultado: errado.
Sobre o paradoxo de Leontief, assinale a alternativa correta.
- A) Leontief confirmou o modelo de Heckscher-Ohlin ao verificar que as exportações dos Estados Unidos eram intensivas em capital.
- B) O paradoxo mostrou que os Estados Unidos importavam bens intensivos em trabalho, como previa a teoria de Ricardo.
- C) O paradoxo levou ao abandono da ideia de vantagem comparativa na teoria do comércio.
- D) O paradoxo se refere ao fato de países com dotações semelhantes trocarem bens do mesmo setor.
- E) O resultado contrariou a previsão do modelo de Heckscher-Ohlin, pois as exportações americanas eram relativamente mais intensivas em trabalho que os bens que concorriam com as importações.
Comentário:
A) Errada.
Teoria: o teste de Leontief encontrou exportações americanas relativamente intensivas em trabalho, o contrário do que o modelo previa.
A alternativa erra em Leontief confirmou o modelo de Heckscher-Ohlin: o resultado contrariou o modelo, e por isso ganhou o nome de paradoxo.
B) Errada.
Teoria: o paradoxo é um teste do modelo de Heckscher-Ohlin, que trata de dotação de fatores; o modelo de Ricardo tem um fator só e não fala de bens intensivos em capital ou em trabalho.
A alternativa erra em como previa a teoria de Ricardo: o teste se refere ao modelo de Heckscher-Ohlin. Além disso, o resultado foi que os bens que concorriam com as importações eram mais intensivos em capital que as exportações.
C) Errada.
Teoria: o paradoxo questionou a dotação de fatores como explicação única e levou a novas explicações, como o capital humano, sem abandonar a vantagem comparativa.
A alternativa erra em levou ao abandono da ideia de vantagem comparativa: a vantagem comparativa continua a base da teoria do comércio.
D) Errada.
Teoria: a troca de bens do mesmo setor entre países com dotações semelhantes é o comércio intraindústria, explicado pelas novas teorias.
A alternativa erra em se refere ao fato de países com dotações semelhantes trocarem bens do mesmo setor: o paradoxo de Leontief trata da intensidade de fatores nas exportações americanas.
E) Certa.
Teoria: os Estados Unidos eram considerados abundantes em capital, mas as exportações eram relativamente mais intensivas em trabalho que os bens que concorriam com as importações.
O modelo previa exportações intensivas em capital. O teste mostrou o contrário, e esse resultado é o paradoxo.
Resultado: alternativa E.
Como a banca cobra: a banca dá dados de capital e trabalho e pede o padrão de comércio, ou troca o fator que ganha e o que perde em Stolper-Samuelson. O paradoxo de Leontief aparece com a previsão invertida ou com uma explicação trocada.
Novas teorias do comércio internacional
As teorias clássicas e o modelo de Heckscher-Ohlin explicam o comércio entre países diferentes. Grande parte do comércio mundial, porém, ocorre entre países ricos com dotações parecidas e com bens do mesmo setor, como automóveis trocados entre dois países industrializados. Esse comércio de bens do mesmo setor nos dois sentidos se chama comércio intraindústria, e o comércio de bens de setores diferentes se chama comércio interindústria.
A nova teoria do comércio, ligada a Paul Krugman, explica o comércio intraindústria com dois elementos. O primeiro são as economias de escala, isto é, a queda do custo médio quando a empresa produz mais. O segundo é a diferenciação de produtos num mercado de concorrência monopolística, em que cada empresa vende uma variedade um pouco diferente das outras.
O raciocínio é este. Com economias de escala, cada empresa produz poucas variedades em grande quantidade para baixar o custo. O comércio amplia o mercado, e cada país se especializa em algumas variedades e importa as outras. O consumidor ganha duas vezes: paga menos, porque o custo médio cai, e tem mais variedades à disposição.
As economias de escala podem ser internas ou externas. As economias internas dependem do tamanho da empresa e levam a mercados com poucas empresas grandes. As economias externas dependem do tamanho do setor numa região, porque a concentração atrai fornecedores, mão de obra qualificada e troca de conhecimento. As economias externas explicam a aglomeração de um setor num lugar e mostram que a especialização pode depender de fatores históricos.
O grau de comércio intraindústria de um setor é medido pelo índice de Grubel-Lloyd:
Nessa fórmula, é o valor exportado pelo país naquele setor e é o valor importado no mesmo setor. O índice vai de 0 a 1: perto de 1, o comércio é quase todo intraindústria; igual a 0, o país só exporta ou só importa o bem.
Exemplo resolvido: um país inventado exporta R$ 80 milhões em automóveis e importa R$ 60 milhões em automóveis.
- Diferença em módulo: 80 - 60 = 20.
- Soma: 80 + 60 = 140.
- Divisão: 20 ÷ 140 ≈ 0,143.
- GL = 1 - 0,143 ≈ 0,857. O comércio de automóveis desse país é em grande parte intraindústria.
Outras teorias dessa fase explicam o comércio pela tecnologia e pela demanda. Michael Posner propôs a teoria do hiato tecnológico: o país que inova exporta o produto novo enquanto os outros países não conseguem imitar, e a vantagem dura até a imitação. Staffan Linder propôs a teoria da demanda representativa (ou sobreposição de demandas): países com renda per capita parecida têm preferências parecidas e por isso trocam mais bens industrializados entre si.
Raymond Vernon propôs o ciclo de vida do produto, que junta tecnologia e custo de produção. A vantagem de um país num produto muda conforme o produto envelhece, e a produção migra de país. As fases são estas:
- Produto novo: o produto surge no país inovador, de renda alta. A produção fica perto do mercado consumidor e dos engenheiros, e o país inovador consome e começa a exportar.
- Produto em maturação: a demanda cresce e a técnica de produção se fixa. O país inovador exporta, e empresas começam a produzir também em outros países ricos.
- Produto padronizado: a técnica é conhecida e o preço passa a ser o centro da competição. A produção migra para países com mão de obra barata, e o país inovador passa a importar o produto.
- Produto novo no país inovador
- País inovador consome e começa a exportar
- Produto em maturação com técnica fixada
- Produção começa em outros países ricos
- Produto padronizado com competição por preço
- Produção migra para países de mão de obra barata
- País inovador passa a importar o produto
Na prática, uma empresa inventada lança um aparelho eletrônico novo no seu país de origem e exporta para o mundo. Anos depois, com o aparelho padronizado, ela transfere a montagem para um país de salário menor, e o país de origem passa a importar o aparelho, como prevê o ciclo de Vernon.
A diferença para Heckscher-Ohlin é que as novas teorias explicam o comércio entre países parecidos, sem diferença de dotação, e aceitam concorrência imperfeita e rendimentos crescentes de escala. O erro comum é atribuir o comércio intraindústria à dotação de fatores, quando a explicação são as economias de escala e a diferenciação de produtos.
Assinale a alternativa correta sobre as novas teorias do comércio internacional.
- A) O comércio intraindústria, comum entre países de dotações parecidas, é explicado pelas economias de escala e pela diferenciação de produtos.
- B) No ciclo do produto de Vernon, o país inovador continua a exportar o bem na fase de padronização, porque detém a tecnologia.
- C) A teoria de Linder afirma que o comércio é mais intenso entre países com padrões de demanda muito diferentes.
- D) A teoria do hiato tecnológico explica o comércio pela diferença de dotação de terra entre os países.
- E) Na nova teoria do comércio, as economias de escala reduzem a variedade de bens disponível ao consumidor de cada país.
Comentário:
A) Certa.
Teoria: para a nova teoria do comércio, as economias de escala e a diferenciação de produtos levam cada país a se especializar em algumas variedades e a trocar variedades do mesmo setor.
A alternativa resume a explicação de Krugman para o comércio intraindústria entre países de dotações parecidas.
B) Errada.
Teoria: no ciclo do produto, a fase de padronização leva a produção para países de mão de obra barata, e o país inovador passa a importar.
A alternativa erra em continua a exportar o bem na fase de padronização: nessa fase, o país inovador perde a vantagem e passa a importar.
C) Errada.
Teoria: para Linder, países com renda per capita parecida têm demandas parecidas e por isso trocam mais bens industrializados.
A alternativa erra em padrões de demanda muito diferentes: o comércio é mais intenso entre países com demandas semelhantes.
D) Errada.
Teoria: o hiato tecnológico de Posner explica o comércio pela vantagem temporária do país inovador até a imitação pelos outros países.
A alternativa erra em pela diferença de dotação de terra entre os países: a dotação de fatores é a explicação de Heckscher-Ohlin.
E) Errada.
Teoria: na nova teoria do comércio, a abertura amplia o mercado e aumenta a variedade de bens ao alcance do consumidor.
A alternativa erra em reduzem a variedade de bens disponível ao consumidor: com o comércio, o consumidor tem acesso às variedades produzidas nos dois países.
Resultado: alternativa A.
Como a banca cobra: a banca pede a explicação do comércio intraindústria ou troca as fases do ciclo de Vernon. Ela também troca os autores das teorias de tecnologia e de demanda.
Vantagem competitiva das nações de Porter
Michael Porter perguntou por que certos países lideram setores específicos no mundo, como um país em vinhos e outro em máquinas de precisão. A resposta dele é a vantagem competitiva das nações: a vantagem de um país num setor não vem só da dotação natural de fatores, mas é criada pela inovação das empresas e pelo ambiente em que elas competem.
Porter organiza esse ambiente em quatro determinantes, que formam o diamante de Porter:
- Condições de fatores: os fatores avançados e especializados (mão de obra qualificada, pesquisa, infraestrutura) contam mais que os fatores básicos (terra, recursos naturais, mão de obra sem qualificação).
- Condições de demanda: consumidores internos exigentes pressionam as empresas a inovar e a melhorar a qualidade.
- Indústrias correlatas e de apoio: fornecedores e setores relacionados competitivos no próprio país facilitam a inovação.
- Estratégia, estrutura e rivalidade das empresas: a rivalidade interna intensa obriga as empresas a melhorar, e essa melhora se reflete na competição externa.
Além dos quatro determinantes, Porter aponta duas influências externas ao diamante: o acaso (uma invenção, uma guerra, uma mudança brusca de demanda) e o governo, que atua sobre os determinantes com políticas de educação, regulação e compras públicas. O governo não é um dos quatro vértices. A concentração regional de empresas e fornecedores de um setor recebe o nome de cluster (aglomerado).
Na prática, um país inventado tem consumidores muito exigentes com café, muitos torrefadores rivais e fornecedores locais de máquinas de torra. Pela teoria de Porter, essas condições criam uma vantagem competitiva no setor de café especial, mesmo que outros países tenham mais terra para o plantio.
A diferença para as teorias clássicas é que, em Porter, a vantagem é criada e se mantém pela inovação, e não é dada pela natureza. O erro comum é colocar o governo ou o acaso entre os quatro determinantes do diamante.
Sobre a teoria da vantagem competitiva das nações de Michael Porter, assinale a alternativa correta.
- A) Para Porter, a vantagem de uma nação vem sobretudo da dotação natural de fatores básicos, como terra e recursos minerais.
- B) O governo é um dos quatro determinantes do diamante.
- C) A rivalidade interna intensa reduz a competitividade internacional, pois divide o mercado doméstico.
- D) Consumidores internos exigentes pressionam as empresas a inovar e fazem parte dos determinantes da vantagem competitiva nacional.
- E) Porter retoma o modelo de Heckscher-Ohlin e explica a vantagem nacional pela abundância relativa de capital.
Comentário:
A) Errada.
Teoria: para Porter, os fatores avançados e especializados, criados pelo país, contam mais que os fatores básicos herdados.
A alternativa erra em sobretudo da dotação natural de fatores básicos: a vantagem competitiva é criada pela inovação e pelos fatores avançados.
B) Errada.
Teoria: o governo e o acaso influenciam o diamante de fora; os quatro determinantes são fatores, demanda, indústrias correlatas e de apoio, e estratégia, estrutura e rivalidade.
A alternativa erra em O governo é um dos quatro determinantes do diamante: o governo é uma influência externa ao diamante.
C) Errada.
Teoria: para Porter, a rivalidade interna intensa obriga as empresas a inovar e aumenta a competitividade externa.
A alternativa erra em reduz a competitividade internacional: a rivalidade interna aumenta a competitividade.
D) Certa.
Teoria: as condições de demanda são um dos quatro determinantes, e a demanda interna exigente empurra as empresas para a inovação.
A alternativa descreve corretamente o determinante das condições de demanda.
E) Errada.
Teoria: Porter se afasta da explicação por dotação de fatores e foca na vantagem criada pela inovação e pelo ambiente competitivo.
A alternativa erra em retoma o modelo de Heckscher-Ohlin e explica a vantagem nacional pela abundância relativa de capital: Porter não usa a dotação relativa de fatores como explicação central.
Resultado: alternativa D.
Como a banca cobra: a banca pede os quatro determinantes do diamante e coloca o governo ou o acaso entre eles. Ela também troca fatores avançados por fatores básicos.
- Teorias do comércio internacional
- Mercantilismo
- Metalismo
- Balança superavitária
- Soma zero
- Adam Smith
- Divisão do trabalho
- Vantagem absoluta
- Soma positiva
- David Ricardo
- Vantagem comparativa
- Custo de oportunidade
- Relação de troca
- Demanda recíproca de Mill
- Heckscher-Ohlin
- Dotação relativa de fatores
- Intensidade de fatores
- Stolper-Samuelson
- Equalização dos preços dos fatores
- Rybczynski
- Paradoxo de Leontief
- Novas teorias
- Economias de escala
- Comércio intraindústria
- Hiato tecnológico
- Demanda representativa
- Ciclo de vida do produto
- Porter
- Diamante com quatro determinantes
- Acaso e governo
- Clusters
- Mercantilismo
Quadros e comparações
A tabela abaixo compara as teorias pelo autor, pela causa do comércio e pela palavra que a identifica.
| Teoria | Autor | Causa do comércio | Palavra-chave |
|---|---|---|---|
| Mercantilismo | Vários pensadores | Acúmulo de metais | Soma zero |
| Vantagem absoluta | Adam Smith | Menor custo em horas no bem | Soma positiva |
| Vantagem comparativa | David Ricardo | Diferença de tecnologia | Custo de oportunidade |
| Proporção de fatores | Heckscher e Ohlin | Diferença de dotação de fatores | Abundância relativa |
| Nova teoria do comércio | Paul Krugman | Economias de escala e diferenciação | Intraindústria |
| Hiato tecnológico | Michael Posner | Inovação ainda não imitada | Imitação |
| Demanda representativa | Staffan Linder | Demandas parecidas | Renda per capita |
| Ciclo de vida do produto | Raymond Vernon | Fase do produto | Padronização |
| Vantagem competitiva | Michael Porter | Inovação e ambiente competitivo | Diamante |
A tabela abaixo compara vantagem absoluta e vantagem comparativa.
| Ponto | Vantagem absoluta | Vantagem comparativa |
|---|---|---|
| Autor | Adam Smith | David Ricardo |
| O que se compara | Horas do mesmo bem entre países | Custo de oportunidade dentro de cada país |
| País mais eficiente em tudo | Não há comércio | Há comércio e os dois ganham |
| Base de cálculo | Recursos gastos por unidade | Razão entre as horas dos dois bens |
A tabela abaixo compara os teoremas ligados ao modelo de Heckscher-Ohlin.
| Teorema | Pergunta que responde | Conclusão |
|---|---|---|
| Heckscher-Ohlin | O que o país exporta | O bem intensivo no fator abundante |
| Stolper-Samuelson | Quem ganha renda real | O fator abundante ganha e o escasso perde |
| Equalização dos preços dos fatores | O que ocorre com salários e juros entre países | A remuneração de cada fator tende a se igualar |
| Rybczynski | O que ocorre se um fator cresce | Cresce o bem intensivo nele e cai o outro |
A tabela abaixo compara o comércio interindústria e o comércio intraindústria.
| Ponto | Interindústria | Intraindústria |
|---|---|---|
| O que se troca | Bens de setores diferentes | Bens do mesmo setor |
| Entre quais países | Países com dotações diferentes | Países com dotações parecidas |
| Teoria que explica | Ricardo e Heckscher-Ohlin | Nova teoria do comércio |
| Mercado | Concorrência perfeita | Concorrência monopolística |
Para decorar
- Mercantilismo: riqueza é metal, balança superavitária, protecionismo, soma zero.
- Smith: vantagem absoluta, divisão do trabalho, livre comércio, soma positiva.
- Ricardo: vantagem comparativa pelo menor custo de oportunidade, um fator (trabalho), custos constantes, especialização completa.
- Custo de oportunidade: , horas do bem x divididas pelas horas do bem y no mesmo país.
- Relação de troca vantajosa: entre os dois custos de oportunidade.
- Mill: a demanda recíproca fixa a relação de troca dentro da faixa.
- Heckscher-Ohlin: exporta o bem intensivo no fator relativamente abundante; tecnologia igual entre países.
- Stolper-Samuelson: abertura favorece o fator abundante e prejudica o escasso.
- Rybczynski: com os preços constantes, o aumento de um fator eleva mais que proporcionalmente a produção do bem intensivo nesse fator e reduz a do outro bem.
- Leontief: exportações americanas mais intensivas em trabalho que os substitutos de importação.
- Grubel-Lloyd: , de 0 a 1.
- Vernon: produto novo, em maturação, padronizado.
- Porter: fatores, demanda, indústrias correlatas e de apoio, estratégia e rivalidade; acaso e governo fora do diamante.
Pegadinhas
| # | Errado | Certo |
|---|---|---|
| 1 | Para o mercantilismo, o comércio é um jogo de soma positiva. | Para o mercantilismo, o comércio é de soma zero. A soma positiva é de Smith. |
| 2 | Pela vantagem absoluta, o país menos eficiente em tudo ainda ganha com o comércio. | Essa conclusão é da vantagem comparativa de Ricardo. |
| 3 | Vantagem comparativa é produzir o bem com menos horas que o outro país. | Isso é vantagem absoluta. A comparativa é o menor custo de oportunidade. |
| 4 | Qualquer relação de troca beneficia os dois países. | Só a relação entre os dois custos de oportunidade beneficia os dois. |
| 5 | No modelo de Ricardo, a causa do comércio é a diferença de dotação de fatores. | Em Ricardo, a causa é a diferença de tecnologia. A dotação é de Heckscher-Ohlin. |
| 6 | O país com mais capital em números absolutos é abundante em capital. | A abundância é relativa: decide a razão entre capital e trabalho. |
| 7 | Pelo teorema de Stolper-Samuelson, a abertura beneficia o fator escasso. | A abertura beneficia o fator abundante e prejudica o escasso. |
| 8 | Leontief confirmou o modelo de Heckscher-Ohlin com os dados americanos. | O resultado contrariou o modelo, e por isso é um paradoxo. |
| 9 | O comércio intraindústria é explicado pela dotação de fatores. | Ele é explicado por economias de escala e diferenciação de produtos. |
| 10 | Na fase padronizada de Vernon, o país inovador segue como exportador. | Na fase padronizada, a produção migra e o país inovador passa a importar. |
| 11 | Para Linder, países com demandas diferentes trocam mais. | Países com renda e demandas parecidas trocam mais bens industrializados. |
| 12 | O governo é um dos quatro determinantes do diamante de Porter. | O governo e o acaso influenciam o diamante de fora. |
Fontes e data
- Não há norma técnica pública para este tópico. O conteúdo segue a teoria econômica consolidada dos livros didáticos de economia internacional.
Texto conferido em 15/10/2026.